quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Estatuto da Destruição da Família

Existem algumas situações com as quais nos deparamos na sociedade atual que, a bem da verdade, enchem-nos de uma profunda e justificada indignação. Para nós, que assumimos publicamente e defendemos sem medo que aos homens não é possível nenhuma auto-afirmação legítima, sólida e saudável que seja divorciada da ordem moral, testemunhar as barbaridades perpetradas por aqueles que se encontram a diuturno serviço do espírito revolucionário é ultrajante. A multiplicidade de aspectos da nossa realidade, que tem sido minuciosamente seviciada há muito tempo, provocam em nós os mais díspares efeitos, da raiva mais inflamada ao pessimismo mais melancólico. Recorrer às letras, às imagens e ao som é sempre uma forma produtiva não apenas de extravasar esses sentimentos, mas de reagir ao que se passa, de alertar os circundantes sobre a gravidade dos acontecimentos.

Óbvio que nem todos são positivamente obrigados a indignar-se dessa forma. A ralé ralante – para usar uma expressão de Baltasar Gracián – a serviço da Revolução é matreira e sabe como fazer seu trabalho de um modo sutil, à surdina – o que torna nosso trabalho muito necessário. Entretanto, há algumas coisas que ultrapassam em tão larga medida o limite do meramente intolerável que, a bem da verdade, parecem ter a proeza de roubar-nos até mesmo a capacidade de articulação para o alerta e a denúncia. Essas coisas são tão absurdamente explícitas, tão ululantemente óbvias, que o que mais nos indigna não é tanto a sua natureza brutal, mas a pusilanimidade e a pasmaceira gerais diante delas.

Confesso que escrever essas linhas está sendo como tirar leite de pedra, pois estou justamente num desses momentos de estupefação – e, para quem combate o espírito revolucionário e seus sicários, impressionar-se com alguma coisa é algo cada vez mais difícil com o passar do tempo. A Comissão Especial da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em conjunto com a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, entregaram ao presidente do senado, José Sarney, em 23 de agosto, o anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual (EDS). Composto de 111 artigos, o EDS é uma das peças mais grotescas e aviltantes já concebidas na história brasileira.

Maria Berenice Dias (E), da OAB, entrega a Sarney o anteprojeto do EDS com Marta Suplicy.

Este artigo tratará dos pontos mais absurdos do texto feito pela OAB. Os trechos em negrito são grifos nossos.
Art. 13 – Todas as pessoas têm direito à constituição da família e são livres para escolher o modelo de entidade familiar que lhes aprouver, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
A Constituição Brasileira estabelece no § 3º do art. 266 que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Se o STF, cujos ministros certamente foram vítimas de profunda crise coletiva de diverticulite encefálica, atropelou a Carta Magna ao estabelecer que, de acordo com o “espírito Constituinte”, a união homoafetiva é equivalente ao casamento entre homem e mulher, esse artigo do EDS esmigalha a letra constitucional sem piedade. Notem que o “modelo de entidade familiar que lhes aprouver” pode ser qualquer coisa: dois homens, duas mulheres, três homens, três mulheres, um homem e duas mulheres, uma mulher e dois homens... Não há limites – mesmo porque o EDS deixa implícito que a própria existência de limites seria um empecilho a esse suposto direito. Assim sendo, qualquer coisa poderá ser considerada união estável. Emblemática e ironicamente, no mesmo dia em que o anteprojeto do EDS foi apresentado a Sarney, um cartório de Tupã, interior paulista, lavrou uma escritura pública de união poliafetiva (sic) entre um homem e duas mulheres.
Art. 14 – A união homoafetiva deve ser respeitada em sua dignidade e merece a especial proteção do Estado como entidade familiar.
O anteprojeto não defende que a família, seja de que tipo for, mereça especial proteção do Estado, mas apenas a união homoafetiva. Não é fornecido nenhum argumento que justifique esse posicionamento, o que deixa margem a muitas especulações. A mais óbvia é de que o modelo tradicional de família – um homem e uma mulher unidos em matrimônio – não é digno da mesma proteção que a união homoafetiva merece. De duas, uma: ou a família tradicional é mais forte e demanda menos tutela do Estado, ou a ela é menos desejável para a sociedade em que vivemos.
Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”.
Esse é, certamente, um dos artigos mais estapafúrdios do EDS. A OAB parece demonstrar, nesse trecho, que qualquer menção à existência da família tradicional em documentos identificatórios deve ser suprimida por representar um símbolo anacrônico, lembrança de um modelo ultrapassado de organização humana que deve ser superada.

Art. 39 – É reconhecido aos transexuais, travestis e intersexuais o direito à retificação do nome e da identidade sexual, para adequá-los à sua identidade psíquica e social, independentemente de realização da cirurgia de transgenitalização.

Art. 40 – A sentença de alteração do nome e sexo dos transexuais, travestis e intersexuais será averbada no Livro de Registro Civil de Pessoas Naturais.

Parágrafo único – Nas certidões não podem constar quaisquer referências à mudança levada a efeito, a não ser a requerimento da parte ou por determinação judicial.
A vedação de toda e qualquer referência à mudança de nome da pessoa, considerada pelo EDS uma “retificação” – ou seja, a correção de um erro –, apenas reforça a ideia de que a identidade sexual da pessoa é algo construído socialmente. A OAB, autora do anteprojeto, demonstra considerar o ser humano uma tabula rasa, um objeto que pode ser modificado de qualquer maneira a depender das circunstâncias. Não deixa de ser uma ideia que, no fundo, remete à engenharia social.
Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas.
O que isso significa na prática? As escolas terão de evitar a comemoração de efemérides como Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Avôs e das Avós, ou fazê-las de modo que a família tradicional não receba o relevo e a atenção que merece – afinal, isso seria considerado preconceito indireto contra as uniões homoafetivas ou poliafetivas.
Art. 67 – É vedado inibir o ingresso, proibir a admissão ou a promoção no serviço privado ou público, em função da orientação sexual ou identidade de gênero do profissional.

Art. 68 – Quando da seleção de candidatos, não pode ser feita qualquer distinção ou exclusão com base na sua orientação sexual ou identidade de gênero.
Esses dois artigos lembram analogamente uma situação que está ocorrendo nos Estados Unidos. O governo de Barack Hussein Obama sancionou uma lei que obriga todos os empregadores americanos – empresas públicas e privadas, com fins lucrativos ou não – a fornecerem medicamentos contraceptivos e abortivos a quaisquer funcionárias que os requisitem. Diversas organizações católicas que atuam na área educacional e no terceiro setor acionaram judicialmente a administração Obama, uma vez que isso fere a filosofia das entidades mantenedoras dessas organizações e representa uma afronta à liberdade religiosa nos Estados Unidos.

«A família americana “tradicional”: mãe, filha, pai, filho e o Grande Irmão (governo).»

Com base nos dois artigos acima, organizações religiosas ficariam impedidas de escolher seus funcionários com base em critérios éticos congruentes com suas convicções religiosas, sendo virtualmente obrigadas a contar com um quadro de funcionários que não seja integralmente montado de acordo com seus próprios critérios.
Art. 106 – A participação em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente, por meio de:

I – inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social;

II – modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a superação das desigualdades decorrentes do preconceito e da discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero;

III – promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação e às desigualdades em todas as manifestações individuais, institucionais e estruturais;

IV – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a representação da diversidade sexual nas esferas pública e privada;

V – estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil direcionadas à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades, inclusive mediante a implementação de incentivos e critérios de condicionamento e prioridade no acesso aos recursos públicos;

VII – implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das desigualdades no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à Justiça, e outros.
Se existem sistemas de cotas raciais para acesso ao ensino superior público e concursos públicos, por que não estabelecer cotas sexuais? É justamente isso que esse artigo do EDS propõe. Não apenas isso: também estabelece acesso privilegiado a recursos públicos tendo como único critério a identidade sexual.

Isto, caríssimos leitores, é o que a Ordem dos Advogados do Brasil e uma boa porção de nossos parlamentares, bem como a totalidade das organizações paragovernamentais LGBT, desejam para nosso País: a desconstrução da família, o alicerce da sociedade. Caso o Estatuto da Diversidade Sexual, esse folhetim de natureza inegavelmente inconstitucional e imoral, chegar a ser aprovado, o potencial efeito desagregador que isso terá no Brasil será algo inimaginável. Se a situação está crítica agora, ela será um sonho idílico comparado com o que está por vir.

17 comentários:

  1. Felipe, outra questão importante (e agravante) a respeito desse assunto é a posição de destaque que a representante da OAB ocupa no estudo do direito de família.

    Desde os meus anos de faculdade até hoje, recém-formado, não li nenhum tratado, curso, manual ou mesmo resumo de direito de família que não citasse algum trecho da obra de Maria Berenice Dias. O IBDFAM, órgão que ela ajudou a fundar (e que até hoje faz parte da diretoria), é uma das fontes mais utilizadas pelos autores que escrevem sobre direito de família e pelos juízes que trabalham nessa área. Além disso, ela tomou parte em algumas decisões sem precedentes no seu tempo de Desembargadora do TJ/RS, como, por exemplo, a primeira decisão que reconheceu o direito de adoção por dupla homossexual (Acórdão n.º 70013801592, 7º Câmara Cível do TJ/RS), decisão que foi confirmada pelo STJ alguns anos depois.

    Vê-se, portanto, que a sua influência dentro dessa área é considerável, inclusive (e o que mais me assusta) na formação dos estudantes de direito. O que, aliado a falta de preparo (moral e intelectual) desses alunos, resulta em uma doutrinação desde os bancos acadêmicos.

    Eu tive o privilégio de ter uma família conservadora, católica e presente, o que me permitiu passar praticamente ileso pela academia. Mas vários colegas, que não tiveram tanta sorte, aprenderam na faculdade que “certas” são as ideias “progressistas”, como as desse projeto.

    Infelizmente, vejo que, dentro da área que escolhi trabalhar, poucos são os que enxergam o quanto as coisas estão erradas, e menos ainda são os que estão dispostos a nadar contra a corrente.

    Mas eles existem, e não se entregarão "así no más".

    Abraço.

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    1. Olá Thiago,

      Isso que você disse sobre a doutrinação desde os bancos da academia é bem verdade e em muito é causa da inanição intelectual das discussões jurídicas nas nossas escolas de direito hoje em dia.

      Vamos contra a corrente, contra a manada. Como dizia um poeta alemão: "contra neve e contra chuva, contra a chuva e contra o vento, sempre avante, sempre avante."

      Como ainda não há qualquer previsão de uma justa representação política dos conservadores no Brasil, de forma bastante preliminar e independente nos últimos aninhos vêm brotando aqui e acolá alguns grupos de estudantes mesmo para fins de montar um dique contra o pensamento hegemônico de esquerda e permitir ao menos um tranquilo desenvolvimento intelectual conservador.

      A chave para termos alguma possibilidade de mudar o establish está numa confiança típica de fé em que, organizados, esses grupos frutifiquem em boas mentes e bons caráteres com capilaridade suficiente para fazer penetrar o respeito e a dignidade pelas ideias conservadoras no povo.

      DGA

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  2. Olá! Isto tudo é muito absurdo, realmente é de bater o desânimo, está " tudo dominado" ... por curiosidade, fui olhar os meus documentos e do meu filho e para minha supresa vi que já nestes não aparece menção alguma dos termos "pai" e mãe"; apenas uma referência aos nomes dos avós " maternos" e paternos" na certidão de nascimento do meu filho. Pelo jeito isto já vem sendo feito há muitas décadas sem dar-nos conta...

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  3. Post vazio de argumentos racionais, apenas chavões moralmente ultrapassados baseados em ética religiosa tacanha. Ao imbecil que escreveu o post pergunto: no que te afeta se as famílias passarem a serem compostas por dois homens, duas mulheres, três homens, etc.? Pelo que me consta ninguém está sendo obrigado a deixar de ser heterossexual e formar uma família no modelo tradicional. Apenas estão propondo expandir as possibilidades e não restringir direitos. A única explicação razoável que eu acho para este tipo de ataque contra os direitos civis é que pessoas como o autor deste post são contra a felicidade de certos grupos de pessoas que não se enquadram em um padrão pré-estabelecido. Não vejo como isto pode ser diferente do pensamento que levou a Europa ao nazi-fascismo (o que aliás acredito que a corja que mantém este blog abjeto simpatize).
    Os direitos civis dos LGBTT e outros grupos são um caminho sem volta. Podem vir para a internet, escreverem posts indignados do estilo "é o fim da família, etc." e xingar muito no Twitter, mas não é a primeira vez que este tipo de movimento acontece. Quem está se levantando contra isto hoje será lembrado no futuro com o mesmo desprezo que são lembrados aquelas pessoas que queimavam cientistas por dizerem que a Terra era redonda e não plana.

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    1. Guilherme,

      É sempre agradável ver que algumas pessoas que discordam de nós sabem, ao menos, escrever. Uma pena é que raramente elas saibam pensar, e nisso você infelizmente não surpreendeu. Se me permite, vou dividir seu comentário e fazer uma pequena resposta estruturada.

      1) «Post vazio de argumentos racionais, apenas chavões moralmente ultrapassados baseados em ética religiosa tacanha.»
      Ao que me consta, a Constituição Federal não é um livro religioso. Além disso, a crença de que a moral seja algo “histórica e socialmente construído” é algo que simplesmente não encontra respaldo na realidade. Se isso fosse correto, sequer haveria o próprio conceito de direitos humanos.

      2) «Ao imbecil que escreveu o post pergunto: no que te afeta se as famílias passarem a serem compostas por dois homens, duas mulheres, três homens, etc.? Pelo que me consta ninguém está sendo obrigado a deixar de ser heterossexual e formar uma família no modelo tradicional. Apenas estão propondo expandir as possibilidades e não restringir direitos.»
      A mim afeta muito. E a você também. E a todas as outras pessoas.
      A família – um homem casado com uma mulher, de cuja união nasce uma prole que será educada social, moral, emocional e espiritualmente pelo casal – é a base de todas as relações sociais. Isso foi expressamente reconhecido pela nossa Carta Magna, e o foi de uma maneira claríssima. Outros vínculos sociais que não sejam estes não ensejam nenhum reconhecimento como família e, portanto, não podem ser admitidos como tais pelo Estado.
      Além do mais, o Estatuto da Diversidade Sexual restringe direitos, sim. Ao orientar que a mudança de nome e de sexo não deverá ser mencionada em documentos, ela fere o princípio da isonomia – crianças que têm seus nomes alterados por adição de um sobrenome, por exemplo, têm essa informação registrada em seus documentos.

      3) «A única explicação razoável que eu acho para este tipo de ataque contra os direitos civis é que pessoas como o autor deste post são contra a felicidade de certos grupos de pessoas que não se enquadram em um padrão pré-estabelecido. Não vejo como isto pode ser diferente do pensamento que levou a Europa ao nazi-fascismo (o que aliás acredito que a corja que mantém este blog abjeto simpatize).»
      A ausência completa de racionalidade e conhecimento histórico-filosófico aqui é tão escandalosa que chega a dar pena.
      O regime nacional-socialista foi um dos primeiros a procurar a desconstrução da instituição familiar tradicional. A perversão da moral sexual era não apenas aceita, mas incentivada – afinal, ela representava um dos postos avançados do Cristianismo, rejeitado intestinamente por Hitler e seus asseclas, na cultura alemã. Dentro da Waffen-SS, por exemplo, os integrantes da tropa de elite nazista eram estimulados a terem relações sexuais com diversas mulheres de modo a prover o regime com uma prole numerosa de arianos exemplares. Isso está fartamente documentado.
      Ah, sim: antes que você arranque a cueca pela cabeça, tenha em mente que o nacional-socialismo é uma doutrina marxista, ok?

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    2. 4) «Os direitos civis dos LGBTT e outros grupos são um caminho sem volta. Podem vir para a internet, escreverem posts indignados do estilo “é o fim da família, etc.” e xingar muito no Twitter, mas não é a primeira vez que este tipo de movimento acontece. Quem está se levantando contra isto hoje será lembrado no futuro com o mesmo desprezo que são lembrados aquelas pessoas que queimavam cientistas por dizerem que a Terra era redonda e não plana.»
      Mais uma vez, a ignorância esperneia aqui vergonhosamente. Nenhum cientista foi jamais queimado por dizer que a Terra era redonda. Na verdade, nenhum cientista foi jamais queimado por qualquer motivo que fosse – não pela Igreja Católica, pelo menos. No entanto, existem pessoas que foram torturadas, queimadas, enforcadas, decapitadas e fuziladas por defenderem a família, a tradição, a moral e a existência de uma ordem transcendente à qual tudo deve estar orientado. Essas pessoas tiveram seu sangue derramado na França, na Alemanha, na Rússia, em Cuba, na Albânia, no Vietnã, na China... E padeceram nas mãos de pessoas exatamente como você.

      Como você viu, minha resposta ficou bem maior que a sua. É assim que a coisa funciona, infelizmente: é mais fácil expor uma imbecilidade do que dizer uma.

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    3. Ótima resposta, Felipe Melo! Estive muito tempo da minha vida dominado pelo materialismo-marxismo-gramsciano, acreditando na utopia do "mundo melhor", mas graças a Deus Pai Todo-Poderoso acordei desse sono diabólico. Os homossexuais deviam estudar mais o Marxismo Cultural e se dar conta de que a esquerda gramsciana não está nem aí para os tais "direitos civis" das minorias. Só querem destruir o Cristianismo, para depois enterrar junto todas essas minorias Idiotas Úteis, como diz o ex-marxista Yuri Alexandrovich Bezmenov.

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  4. Eu queria saber de onde vem essa idéia ridícula que permitir o reconhecimento de casais homossexuais ser "o fim da família tradicional"?
    A família tradicional vai continuar existindo.
    Nenhuma criança vai "virar gay" porque o Estado reconhece um gay como um cidadão.
    Esse texto tem a seguinte idéia: sou homofóbico, preciso justificar isso.
    O que destrói a família tradicional são a bebida e em grande parte o machismo, de certa forma estimulado põe "conceitos tradicionais e conservadores".
    Pelo que sei, a Lei Maria da Penha, não foi criada por uma pessoa mulher "atacada por um gay que queria acabar com a família tradicional".

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    1. Avelino,

      De duas, uma: ou você leu todo o documento e não teve capacidade de compreender a dimensão das propostas – residindo essa incapacidade ou na inocência, ou na indigência mental –, ou você compreendeu muito bem e está fazendo o que todo bom progressista faz, que é tergiversar.

      Não existe nenhuma lei no Brasil que proíba dois homossexuais de viverem juntos. Também não há lei que proíba três, quatro, cinco pessoas de encetarem uma “relação poliafetiva” e dividirem o mesmo teto e as mesmas camas (creio que uma só não dá pra todo mundo). Mas estabelecer entre essas relações uma relação de igualdade com a relação entre um homem e uma mulher – que, ontologicamente falando, é o único casamento possível – é simplesmente absurdo. Gostaria de lembrar que:

      «Nas uniões homossexuais estão totalmente ausentes os elementos biológicos e antropológicos do matrimônio e da família, que poderiam dar um fundamento racional ao reconhecimento legal dessas uniões. Estas não se encontram em condição de garantir de modo adequado a procriação e a sobrevivência da espécie humana. A eventual utilização dos meios postos à sua disposição pelas recentes descobertas no campo da fecundação artificial, além de comportar graves faltas de respeito à dignidade humana, não alteraria minimamente essa sua inadequação.

      Nas uniões homossexuais está totalmente ausente a dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada das relações sexuais. Estas, de fato, são humanas, quando e enquanto exprimem e promovem a mútua ajuda dos sexos no matrimônio e se mantêm abertas à transmissão da vida.

      Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. Falta-lhes, de fato, a experiência da maternidade ou paternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adoção significa, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com o princípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitos da criança, segundo o qual, o interesse superior a tutelar é sempre o da criança, que é a parte mais fraca e indefesa.»

      O Estatuto da Diversidade Sexual não propõe unicamente esse nivelamento, mas vai além: ele suprime toda e qualquer manifestação dessa verdade para proteger os relacionamentos sexualmente diversos, admitindo inclusive serem eles dignos de mais proteção do que a relação heterossexual. Só isso é suficiente prova de que qualquer princípio de isonomia foi plenamente ignorado.

      Ah, só para lembrar uma coisa: o maior índice de morte de companheiros dentro de relacionamentos amorosos está nas relações homoafetivas. Pode pesquisar.

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    2. Seus argumentos não tem base racional, são baseados em preconceitos. Não existe nenhuma prova objetiva de que a ampliação dos beneficiados ao casamento civil interfira de qualquer forma na vida dos que já possuem esse direito. Trata-se de somar, não de subtrair.
      Sua depreciação dos casais homossexuais é baseada em ignorância e desconhecimento dos fatos da vida. Muitas pessoas homossexuais são pais e mães biológicos, tendo filhos inclusive de casamentos tradicionais, onde adquiriram suficiente experiência de maternidade e paternidade. E os que não têm essa experiência se encontram na mesma situação de jovens casais heterossexuais recém-casados. Criar filhos também é algo que se aprende. E crianças precisam de educação amorosa não de uma forminha cristã a partir da qual serem moldadas.
      Por fim, de qualquer maneira, estamos em uma democracia (ainda que meio capenga), e o princípio da igualdade de direitos de todos perante a lei, sem distinção DE QUALQUER NATUREZA, deve se sobrepor a dogmas religiosos. Nenhuma doutrina seja política ou religiosa que pregue a exclusão dos direitos de cidadania de qualquer segmento da população é correta sob qualquer pretexto. A Justiça prevalecerá mais uma vez, cedo ou tarde, apesar de gente como você e suas ideias mofadas.

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  5. Felipe, o que você acha do fato da sua "cartilha universal" de padrões de relacionamentos, comportamento humano e constituição familiar não ser, digamos, "universal", e nem por isso padrões diferentes façam-se menos válidos ou anulem um ao outro?

    "Nas uniões homossexuais está totalmente ausente a dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada das relações sexuais. "

    e o que seria tal forma? a sexualidade humana, longe de qualquer caráter essencial e universal, das inúmeras maneiras que se desenvolve, é uma das maiores formas de expressão subjetiva, de caráter microgenético, de construção de identidade - e as "formas", usando o termo que você colocou, de expressão da sexualidade são inúmeras, vastas e múltiplas.

    desde que ocorram entre seres humanos capazes de consentir entre si sobre tais práticas - o tal "ordenamento" no sentido de práticas homogêneas de maneira universal é completamente falacioso.

    também fiquei curioso sobre o que seria "dimensão conjugal" - no caso, uma relação estável e heterossexual, materializada imediatamente a partir do matrimônio e composição de família nuclear?

    discordo de muito do que foi escrito aqui, mas aguardo a resposta. por mais que sejamos ideologicamente diferentes, acredito que isso não impossibilite um debate.

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    1. Anônimo,

      A variedade de possibilidades de experiências sexuais não significa necessariamente todas sejam retamente ordenadas ou igualmente legítimas. As parafilias, por exemplo, representam várias possibilidades de vivência sexual, mas nenhuma delas pode ser tomada como uma tendência sexual saudável.

      Para compreender isso, é necessário entender que o ato sexual retamente orientado envolve dois âmbitos ontologicamente inseparáveis: o aspecto procriativo (a perpetuação da espécie) e o aspecto unitivo (o aprofundamento dos laços emotivos que unem o casal). Mais de 2.500 anos de Filosofia Moral já o demonstraram abundantemente, e a experiência humana corrobora isso. Qualquer relacionamento sexual que não apresente esses dois aspectos em íntima harmonia é um relacionamento desordenado, e, portanto, nocivo.

      A torção dessa percepção moral da sexualidade é um bom termômetro para se notar o grau de perversão moral de uma sociedade. Uma sociedade é tanto mais frágil quanto mais moralmente doente.

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    2. Desculpe, mas não pude deixar de responder essa explicação.

      Sou mulher, heterossexual, casada com um homem e nem eu e meu marido queremos ter filhos. O sexo ocorre apenas por prazer e manifestação de afeto. Minha relação é nociva pq não queremos nos reproduzir?

      E aqueles casais no qual um dos cônjuges é estéril?

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    3. Não necessariamente, Ana Vitória. Existem casais que não podem ter filhos em virtude de situações sócio-econômicas de profunda penúria, ou de doença, e estes podem ter relações sexuais perfeitamente saudáveis e lícitas. O mesmo se dá com casais em que um dos cônjuges é estéril - afinal, essa é uma situação externa que se impõe ao casal.

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  6. Ja temos uma frente de combate a baderna comunista... se chama ARENA... Junte-se a nós...

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  7. A FAMÍLIA (PAI (HOMEM), MÃE (MULHER) E FILHOS FOI CRIADA POR DEUS. É REPUGNANTE NÃO PODER MAIS PASSEAR COM OS FILHOS PEQUENOS, POIS ENCONTRAMOS CASAIS SÓ DE HOMENS OU DE MULHERES SE AGARRANDO E SE MASTURBANDO NA NOSSA FRENTE E NA FRENTE DOS NOSSOS FILHOS PEQUENOS. É HORRÍVEL A FALTA DE RESPEITO DESTES SERES REPUGNANTES QUE NÃO RESPEITAM A FAMÍLIA VERDADEIRA CRIADA POR DEUS.

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