domingo, 25 de novembro de 2012

As raízes nazistas da causa palestina

O expediente mais comum utilizado para criticar ações israelenses contra seus inimigos, notadamente os grupos terroristas palestinos, é efetuar comparações entre judeus e nazistas de todas as maneiras possíveis: quando alguma ação militar é executada contra o Hamas, centenas de vozes se erguem para denunciar o “Holocausto palestino” perpetuado pelo “Estado sionista” (ou sionazista, em alguns casos), acusam o Estado de Israel de limpeza étnica, de supremacismo judaico, de apartheid, dentre outras coisas. Os tradicionais meios de comunicação de massa – canais televisivos, jornais de grande circulação – e os não tão tradicionais – como os blogueiros estatólatras de plantão – utilizam ad nauseam esse expediente, seja de modo explícito ou sub-reptício. Abundam cenas e relatos de destruição, dor, sofrimento e tristeza na Faixa de Gaza como se se tratasse, de fato, de uma limpeza étnica, enquanto se ignora solenissimamente os milhares foguetes palestinos que chovem sobre as cidades israelenses – provocando destruição, dor, sofrimento, tristeza e, acima de tudo, terror.

Capa da revista estatal egípcia October Weekly comparando Binyamin Netanyahu com Adolf Hitler.

Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido como Lênin, possuía uma máxima interessante: “acuse o seu inimigo daquilo que você é”. Os grupos terroristas palestinos – que dominam tanto a propaganda quanto as modernas técnicas terroristas – seguem esse conselho há décadas, e não é à toa: as origens da “resistência” palestina à “ocupação” judaica no Oriente Médio é algo que tem origem em uma convenientemente ignorada aliança entre o Nacional-Socialismo e a causa palestina.

A raiz dos grupos terroristas palestinos – OLP, FPLP, Fatah, Hamas – e de sua ideologia pode ser atribuída a um homem: Hajj Amin al-Husseini. O pai de Hajj, Muhammad Tahir al-Husseini, foi Qadi (chefe do Supremo Conselho Islâmico) em Jerusalém e primeiro Grão Mufti da cidade. Nomeado ao posto pelas autoridades otomanas na década de 1860, Tahir al-Husseini incitou a perseguição contra imigrantes judeus, chegando a conseguir a aprovação de uma lei que proibia a aquisição de terras por parte de judeus em Jerusalém e áreas circunvizinhas. Em 1908, quando Muhammad Tahir al-Husseini morreu, o posto de Grão Mufti de Jerusalém foi ocupado por seu filho mais velho, Kamil al-Husseini.

Hajj Amin al-Husseini (1895 - 1974)

A postura de Kamil foi bastante diferente daquela adotada por seu pai: buscou uma política mais apaziguadora do que Muhammad Tahir com relação aos judeus e, quando o Império Otomano ingressou na Primeira Guerra, demonstrou simpatia e abertura aos britânicos. Com a derrota dos turcos, em 1918, diversos territórios do Império Otomano foram divididos entre França, Inglaterra e Rússia, estabelecendo-se o Mandato Britânico da Palestina por volta de 1920. Nessa mesma época, Hajj al-Husseini organizou um levante armado contra os judeus que já habitavam a região da Palestina, o que levou a muitas mortes e à destruição de diversas propriedades de imigrantes judeus. O pretexto para esse levante foi o apoio dado pelas autoridades britânicas à Declaração de Balfour (1917), que pedia a criação de um Estado judeu na região da Palestina.

No ano de 1921, com a morte de Kamil, Hajj assumiu o posto de Grão Mufti de Jerusalém e de líder do Supremo Conselho Islâmico. Adotando uma postura completamente diferente da do irmão, Hajj al-Husseini não apenas ressuscitou a agressiva política anti-semita de seu pai, Muhammad Tahir, como foi além e recrudesceu-a: viajou por todos os países árabes da região com vistas a formar uma grande liga anti-judaica. Seu objetivo não era garantir que houvesse Palestina para os palestinos, mas era a perseguição aos judeus que garantisse ou sua expulsão, ou seu extermínio.

O clima anti-judaico alimentado diuturnamente por Hajj al-Husseini era um fator de grande instabilidade na região, o que provocava confrontos diários entre judeus e árabes palestinos. Em 23 de agosto de 1928, uma sexta-feira, três árabes foram mortos no bairro judeu de Mea Shearim, em Jerusalém; durante o sermão na Mesquita de Al-Aqsa, o Grão Mufti conclamou todos os fiéis islâmicos a atacar os judeus de Mea Shearim. Após as preces na mesquita, uma grande multidão afluiu para o bairro judeu e atacou seus habitantes, que não foram pegos de surpresa. O saldo foi de 249 mortos (116 árabes, 133 judeus) e aproximadamente 600 feridos, judeus em sua maioria. Um ano depois, dois outros atos bárbaros contra os judeus na Palestina tiveram lugar na região: o primeiro foi em 24 de agosto na cidade de Hebron, onde 67 judeus foram assassinados e centenas ficaram feridos – muitos deles mutilados; o segundo foi em Safed, onde 18 judeus foram mortos e 80 ficaram feridos. Esses pogroms foram convocados pelo próprio Grão Mufti de Jerusalém, que vinha sustentando que os sionistas estavam tentando tomar de assalto a Mesquita de Al-Aqsa. Não havia qualquer complô do tipo.

Árabes promovendo o pogrom de Hebron.

Ao longo da década de 1930, a perseguição promovida pelo Grão Mufti de Jerusalém contra os habitantes judeus da região da Palestina alçou um nível internacional jamais visto até então. Entre os dias 7 e 17 de dezembro de 1931, Hajj al-Husseini promoveu em Jerusalém o Congresso Islâmico Mundial, que reuniu 130 delegados de 22 países. O congresso foi uma grande demonstração anti-judaica, com diversas declarações conclamando pela perseguição aos judeus e o boicote a suas empresas em todo o mundo. Também por essa época, o Grão Mufti apoiou entusiasticamente o primeiro grupo terrorista palestino, o Al-Kaff Al-Aswad‎ (“Mão Negra”), fundado pelo clérigo sírio Izz ad-Din al-Qassam – que dá nome às Brigadas al-Qassam, o braço militar do Hamas.

Zeloso por difundir e amplificar cada vez mais seu espírito anti-judaico, Hajj al-Husseini mantinha contato com diversos governos, inclusive na Europa. E foi um governante em particular que, em 1933, atraiu a mais ampla e sincera simpatia do Grão Mufti de Jerusalém: o recém-eleito chanceler alemão Adolf Hitler. Em 31 de março de 1933, Hajj al-Husseini enviou um telegrama oficial ao gabinete de Hitler informando que os muçulmanos na Palestina e ao redor do mundo viam com entusiasmo sua ascensão à chancelaria alemã. A partir desse ano, as relações entre a autoridade islâmica de Jerusalém e o governo nazista só foram aumentado e se fortalecendo. O Grão Mufti se tornou voluntariamente uma espécie de garoto-propaganda do regime nazista no Oriente Médio, sobretudo junto às autoridades e grupos islâmicos da região – em especial a Irmandade Muçulmana, que hoje governa o Egito. Com a fundação do Comitê Pan-Árabe de Bagdá, em 1934, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, de Hitler, montou um escritório oficial na Palestina, onde passou a trabalhar em estreita cooperação com as autoridades islâmicas do Oriente Médio.

Edição árabe do Mein Kampf, de Hitler.

No dia 19 de abril de 1936, Hajj al-Husseini convocou um levante geral de árabes contra os judeus na Palestina. Grupos armados de extermínio foram formados e, durante 177 dias, mais de três mil judeus foram assassinados. Dezenas de milhares de colonos judeus tiveram suas propriedades destruídas, e muitos se viram forçados a fugir da região. Os governos de Hitler e Mussolini não apenas forneceram grandes somas de dinheiro para a revolta, como também abasteceram os grupos de al-Husseini com armamentos que entravam pela Jordânia e a Arábia Saudita. A autoridade britânica na região se viu forçada a agir, o que fez com que Hajj al-Husseini fugisse em 1937 para o Líbano. Em outubro de 1939, mudou-se para Bagdá até a queda do ditador iraquiano Rashid Ali al-Gaylani, em maio de 1941, quando fugiu para Teerã. Em 8 de outubro daquele ano, os Aliados ocuparam a Pérsia, mas Hajj al-Husseini conseguiu escapar mais uma vez. Graças a uma ação da Inteligência Militar Italiana, o agora ex-Grão Mufti de Jerusalém foi para a Turquia e, de lá, para a Itália, chegando a Roma em 10 de outubro de 1941.

Hajj al-Husseini buscou apoio formal dos governos do Eixo contra os judeus na Palestina e a favor do movimento pan-árabe. Em 27 de outubro, encontrou-se pessoalmente com Benito Mussolini, que declarou seu apoio à causa palestina. Uma declaração formal foi rascunhada por al-Husseini e aprovada por Mussolini. Após esse encontro, al-Husseini foi para Berlim, onde obteve também do governo nazista a aprovação da declaração – aprovação que obteve diretamente de Adolf Hitler em 28 de novembro de 1941.

Hajj al-Husseini com Adolf Hitler, 28 de novembro de 1941.

A partir desse momento, as relações entre autoridades islâmicas ao redor do mundo e o Terceiro Reich estreitaram-se sobremaneira. Hajj al-Husseini tornou-se um grande propagandista de Hitler em meio às comunidades muçulmanas do leste europeu, sobretudo dos Bálcãs, e do Cáucaso. Ele foi um dos grandes mentores das divisões islâmicas da Waffen-SS, obtendo recrutas em países como Albânia, Bósnia, Iugoslávia, Croácia e Azerbaijão. Elementos culturais tipicamente islâmicos chegaram a ser incluídos nas insígnias e nos uniformes das divisões islâmicas da SS, como o tradicional fez turco. A mais importante divisão islâmica da SS foi a Divisão Handschar, croata, cujo comandante era o SS-Brigadeführer Karl-Gustav Sauberzweig.

Al-Husseini passa a Divisão SS-Handschar em revista. Atrás, à direita, o SS-Brigadeführer Sauberzweig.

A aliança entre os grupos muçulmanos envolvidos com Hajj al-Husseini e o governo nazista não era meramente tática. Ela era essencial, estratégica, pois envolvia um ponto nevrálgico de ambas as ideologias: o extermínio dos judeus. Em 1942, quando al-Husseini encontrou-se com Adolf Eichmann e ficou a par da chamada die Endlösung der Judenfrage (“a Solução Final da Questão Judaica”), instou Eichmann a exterminar todos os judeus, não poupando nem as crianças. E essa aliança estratégica se manteve até o fim da guerra, quando o Terceiro Reich caiu. No entanto, isso não afetou em nada os esforços de Hajj al-Husseini na promoção do extermínio de judeus no Oriente Médio. Em 1946, instalou-se no Cairo e, unindo-se novamente à Irmandade Muçulmana, utilizou sua expertise na formação das divisões islâmicas da SS para fundar os Batalhões de Alá, que se dedicavam ao assassínio de judeus. Os Batalhões de Alá foram uma das principais forças agressoras na primeira guerra enfrentada pelo Estado de Israel, que começou um dia após a sua instituição, em 1948. Até a sua morte, em 1974, Hajj al-Husseini sustentou até o fim sua posição pró-nazista em todos os seus meandros, como a negação do Holocausto.

A simpatia pelo nazismo não sumiu do seio dos grupos terroristas palestinos. Ao contrário, ela ainda está muito viva. Não são poucas as referências honrosas a Hitler e as tentativas de negação do Holocausto – que ora é descrito como uma fantasia sionista, ora como uma reação legítima ao complô sionista para dominar o mundo. Mahmoud Ahmadinejad, um dos principais financiadores do Hamas, promoveu em Teerã um encontro de revisão do Holocausto. Ekrima Sa’id Sabri, Grão Mufti de Jerusalém de 1993 a 2006 por indicação Yasser Arafat, então líder da Autoridade Palestina, argumentava que “Os Protocolos dos Sábios de Sião” provavam cabalmente que os sionistas tinham capacidade para inventar uma história como o Holocausto. Izz ad-Din al-Qassam – que, como vimos, também era pró-nazista – é o nome que batiza as Brigadas al-Qassam, braço militar do Hamas, responsáveis pelo lançamento diário de mísseis contra o sul de Israel. Os ecos da influência nazista reverberam até hoje contra os judeus.


O principal objetivo dos grupos políticos e terroristas palestinos jamais foi a fundação de um Estado palestino soberano, independente e plenamente reconhecido, mas o extermínio dos judeus da face da Terra. Esse sentimento existe de maneira inequívoca e inconfundível desde meados do século XIX, e, com o passar do tempo, sofisticou-se. O empenho do Terceiro Reich em apoiar essas iniciativas no Oriente Médio prova-o além de qualquer dúvida. Chamar o Estado de Israel de sionazista é ultrajante e despropositado, mas não seria equivocado chamar o Hamas de nazislâmico.

29 comentários:

  1. Excelente artigo ! Muito bom mesmo ! Parabéns !

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  2. A prova inconteste de que 99% da imprensa mundial é cumplice do novo nazismo instaurado pelos muçulmanos, é a omissão total em relação a esses fatos. Por décadas, dia e noite, esses criminosos islâmicos, insultam Israel e a democracia ocidental com jargões e publicações nazistas; e, não sai uma linha desses fatos, na imprensa esbirra do esquerdismo mundial.

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  3. “acuse o seu inimigo daquilo que você é” É a frase perfeita que os sionistas usam. E lembrese as passoas não nascem idiotas mas trabalham para conseguir esse titulo.

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  4. quanto aos fogetes ''que chovem sobre as cidades israelenses '' se pode dizer que des de 1968 se tem na Palestina uma Sandy por causa de Israel.

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    1. Takir Abdullah,

      1) Concordo: as pessoas trabalham muito para serem idiotas. Veja só a OLP, o Hamas, o Hezbollah et caterva.

      2) Seria bom se você aprendesse a escrever. Ia facilitar muito a leitura dos comentários e você não passaria tanta vergonha.

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    2. Caramba, esse Takir Abdullah tem um blog, olha só o que o cara escreveu:

      "Atualmente, nenhum governo no mundo aplica a legislação de Allah, sendo assim, a luta para depor TODOS os governos tiranos é uma obrigação. Porém, se a luta é pela democracia, não é jihad; se a luta é nacionalista, não é jihad." ( http://www.resistencia4ever.blogspot.com.br/ )

      Hauhauha. Krulho mêw.

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    3. O fato é que frases como "o jogo ainda não terminou" e "levaremos Gaza de volta a Idade Média" ditas por lideres israelenses mostram o real objetivo de Israel. Quando o que ocorre não é um jogo é uma guerra onde pessoas morrem, morreram e pelo visto vão continuar morrendo.

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    4. Curioso é que você, sahyd Abdullah, além de não citar uma única fonte de suas afirmações, não contradiz as informações que eu forneci. O seu silêncio só pode ser tomado como uma confirmação velada de que, de fato, os grupos terroristas palestinos bebem fartamente na fonte nacional-socialista ainda hoje.

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  5. Existe remedio para quase todos os males que afligem a humanidade em geral. Infelizmente, nao existe remedio para estupidez....e o nosso amigo Takir Abdullah, se cair de quatro, saira pastando.

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    1. É amigo existe cura para quase todos os males. Vejamos o que a máxima autoridade rabínica de Israel disse: A única razão de um gentio existir é para servir os judeus.
      Pelo visto colega se você cair de quatro e seu dono judeu assobiar você vai rapidinho.
      Entre em http://resistencia4ever.blogspot.com.br/2012/12/cristaos-sionistas.html e veja o que os judeus sionistas dizem de sua família.

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  6. Pois é. A imprensa nos informa dos "fatos" como se fossem acontecimentos isolados, sem mostrar toda a trama, as motivações e a história por trás do conflito. Parafraseando o Olavo, é só com uma visão abrangente desse conjunto que se obtém a clara percepção do assunto. A imprensa, que "informa" a base de fatos descolados da realidade e do contexto histórico, é na verdade uma deformadora, uma produtora de crenças aberrantes e sem sentido.

    Ao conhecer a história da região, fica claro que o nacionalismo palestino é só uma trama esperta para mascarar o imperialismo islamico, que não existe sequer a chance de uma paz verdadeira entre as partes -- ao menos da forma como é discutida hoje --, que o conflito é puramente religioso e que o verniz de anti-colonialismo/imperialismo é só para consumo externo, para agradar a esquerda tonta que funciona a base de chavões.

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    1. Pelo visto a imprensa também não informa o que o Talmude diz: O melhor dos gentios deve ser assasinado veja http://resistencia4ever.blogspot.com.br/2012/12/cristaos-sionistas.html e volte aqui comentando, com certeza seus comentários terão outros tons.
      http://resistencia4ever.blogspot.com.br/2012/11/resistencia-islamica-do-brasil.html

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  7. Boa noite, Felipe
    Excelente texto.
    Abordei,também, algumas vezes, as raízes nazistas do movimento pan-árabe no Laudaamassada. Acho importante demonstrar que essa aproximação entre árabes e nazistas vem de longe, e que tudo converge, agora, para a destruição de Israel.
    O curioso é que isso acontece quase sempre com o apoio da esquerda, que depois é chutada pelos islâmicos. Uns totalitários não toleram os outros!

    Alguém comentou aí sobre a vendagem do Mein Kampf em árabe. É verdade, é um dos maiores sucessos em língua árabe. Existem nos arquivos do tema fotos de soldados com um tipo de fez adornado com a famosa Totenkopf, o crânio usado pelas SS.
    Parabéns

    Gutenberg
    Laudaamassada

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  8. Ola novamente Felipe e todos daqui, vocês que defendem tanto Israel entrem no blog http://resistencia4ever.blogspot.com.br/2012/12/cristaos-sionistas.html e vejam o que os sionistas acham de vocês cristãos e de Jesus(Que a Paz de Deus esteja com ele), vejam os vídeos que estão lá e depois me digam se não ficaram com novas idéias a respeito de Israel.

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    1. Takir Abdullah,

      Não sei se a sua mentalidade corânica é capaz de compreender, mas tente entender uma coisa: falar que o quintal do vizinho é mais feio que o seu não torna o seu quintal mais bonito.

      A sua incapacidade de refutar qualquer dos argumentos aqui colocados é tão óbvia que você tenta desviar a atenção pegando uma porção de exemplos aleatórios que mostram que todos os judeus são execráveis. Isso é ridículo. Primeiramente, porque eu jamais disse que todos os judeus são pessoas boníssimas apenas por serem judeus. No entanto, o contrário também procede: nenhum judeu é subumano apenas por ser judeu.

      Só que é exatamente nisso que reside a essência o argumento dos grupos terroristas islâmicos: todos os judeus são maus, todos os judeus devem morrer, e o Estado de Israel deve ser varrido do mapa. E, como você bem pode ver, eu mostrei numa sequência lógica de fatos e dados que há, sim, um vínculo muito íntimo entre esses grupos terroristas e o ideário nazista.

      Se você é incapaz de refutar isso, então pare de ficar macaqueando reclamações vazias. Isso só vai expor ainda mais a sua ignorância.

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  9. Ola colega deixando claro que todos judeus não são maus, o problema não é os judeus e sim os sionistas. Há judeus que não são sionistas e sionistas que não são judeus. O problema é os sionistas que se fazem de vitimas e coitadinhos, sem respeitar as crenças de ninguém como se pode ver nos vídeos disponíveis. Agora se Hitler estive-se vivo estaria com orgulho da limpeza racial feita por sionistas.

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    1. Se Hitler vivo fosse, é muito mais provável que ele ficaria do lado do Hamas - exatamente como ele esteve ao lado do Grão Mufti.

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    2. Takir acho que Hitler não estaria feliz pois era um aliado dos muçulmanos, vide os pactos que fez com eles.
      Isso me lembra de uma foto na qual o Mufti de Jerusalém (Tio do Iasser Arafat) foi recebido por Hitler. Nesse encontro o Mufti pediu ajuda para aniquilar os judeus.
      Apesar do apoio recebido de Hitler, o Mufti não logrou sucesso, logo Hitler não ficaria orgulhoso hoje em dia.
      Takir, pare com tanto ódio e aceite Jesus no seu coração. Verás que a vida será bem melhor.

      Um abraço

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  10. Pelo pouco que eu sei do judaismo e dos israelenses, eles não ligam para qual religião vc é, aliás , se vc quiser montar uma igreja evangelica ou um terreiro de umbanda em israel, isto é permitido, lá eles aceitam tudo. agora vai vc abrir uma igreja, uma casa de despacho lá em um país mulcumano, vai fazer isso para ver oque te acontece, eles te matam na hora !!! os mulcumanos são intolerantes, acho que todo país livre, deveria ter a lei da recipricidade e tirar todas as mesquitas, e quem quiser ser mulcumano, vai pra bem longe, no irã, arabia saudita, paquistão, etc... e não venha encher o saco aqui.

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  11. Essa ligação entre árabes e nazistas através de um inimigo comum não é verdadeira.

    O Problema do palestino é a criação em 1947, como espécie de reparação pelo holocausto. A ONU fez caridade com o chapéu alheio.

    Hitler queria uma guerra, fez pactos com italianos e japoneses e até com alguns generais franceses, para ter mais força. Até nosso presidente vargas era simpático a Hitler.

    Como alguém não ariano pode ser nazista? É muita besteira junta...

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  12. Não existem significativas diferenças entre comunismo, nazismo e fascismo; todos são de ideologias totalitaristas e material-ateístas, fortemente estatizantes e opressores. Algumas nuances apenas, como a questão da propriedade privada que os nazistas concedem aos simpatizantes do partido, sob condições de se manterem assim e outras os diferenciam, mas apenas em detalhes secundarios.
    Os últimos 10 S Padres veementemente condenam-nos como o Papa Leão XIII na "Quod Apostolici Muneris": "Os comunistas, socialistas e niilistas são uma peste mortal que como a serpente se introduz por entre as articulações mais íntimas da sociedade humana, e a coloca num perigo extremo", dentre similares, assim como o S Padre Bento XVI em sua ida à Alemanha tachando o nazismo e comunismo de "chuvas ácidas " e de "peste negra" e "peste vermelha" a cada um dos dois respectivamente, idem na "Libertatis Nuntius", com igual teor de condenações.
    O mesmo teor de condenações repassou à esquerdo-comunista Teologia da Libertação vinculada ao PT; assim como eleger seus candidatos é apostasiar-se à fé católica.
    Quanto aos árabes, são velhos aliados dos comunistas que possuem certos vínculos naturalmente com a religião muçulmana; se apoiam os comunistas, porque não apoiar os nazistas se são gêmeos?

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  13. Sem contar que as raizes dos movimentos palestinos pregam abertamente a destrição do estado de Israel!

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  14. Excelente matéria! A mais de 10 anos escrevo sobre a aliança Islâmica com os Nazistas e apesar de todas as provas, ninguém tinha coragem de comentar. Parabéns! Esta matéria deveria estar em todos os jornais!

    Willian Brazil

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  15. "Mein Kampf" também é vendido em Israel, inclusive no original alemão.

    A expressão: "Ze ovada shel aravim" (vc FEDE a árabe) é costumeiramente repetida pelos preconceituosos em Israel. (isso não seria anti-semitismo, não é ?)

    O Hamás prega a "Grande Palestina" para os palestinos. O Líbano, a Jordânia, etc, massacraram mais palestinos que Israel. Acontece que há setores em Israel que pregam o "Grande Israel", para os judeus. Embora os "drusos" façam parte de castas militares dentro da IDF, eles são mais que um povo, são uma ordem que é fiel ao Estado em que nascem.

    E sim, no início, o Hamás estava alinhado com Israel, para derrubar a Al Fatah de Yasser Arafat.

    O texto é bom, elucida muita coisa e "choca" para quem não conhecia. Embora há setores em Israel que acreditam no "Grande Israel", para os judeus e a aniquilação dos palestinos. Assim como há movimentos pregando a existência pacífica entre dois Estados. O problema é vocês, junto com os demais esquerdistas, ignorarem o fato das guerras e não olharem para o outro lado que é igualmente preconceituoso.

    E não adianta, a comparação de Israel com um Estado Nazista em relação ao que faz com os palestinos (inclusive de deixar Gaza sem mantimentos), faz muito mais sentido que qualquer comprovação histórica (pois há), de os antecessores palestinos estarem alinhados com Hitler. Assim como a Igreja Cathólica flertou com o Nazismo e com o Fascismo. O momento é hoje, e não ontem.

    Dois Estados e uma só Paz.

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    1. Anônimo,

      A postura do Estado de Israel com relação aos palestinos não pode ser minimamente comparada com o que os nazistas fizeram. Existem algumas diferenças essenciais: 1) o Estado de Israel possui um governo democrático plenamente reconhecido internacionalmente e que não adota quaisquer políticas que possam ser consideradas totalitárias; 2) o Estado Nazista não adotou políticas de proteção com relação a agressores externos, mas ele foi o próprio agressor externo; 3) a linha política adotada pelo Estado de Israel com relação aos palestinos não tem como base nenhuma ideologia de superioridade étnico-racial, mas uma linha clara de defesa de sua existência.

      Isso não quer dizer que não existam grupos ou setores totalitários e racistas dentro de Israel com relação aos palestinos. Entretanto, esses setores formam uma minoria barulhenta que, no mais das vezes, possui participação marginal na vida política israelense – grupos árabes israelenses possuem muito mais peso e importância, algo que, comparado ao governo nazista, era efetivamente impossível, inclusive do ponto de vista legal.

      Outro grave equívoco (para não dizer mentira) do seu comentário é dizer que a Igreja Católica flertou com o Nazismo e o Fascismo. Nada mais falso. Dentro da Alemanha, por exemplo, a Igreja Católica representou um dos baluartes de luta contra o regime nazista e foi duramente perseguida – vide, por exemplo, as vidas do Beato Clemens August von Galen, São Maximiliano Maria Kolbe e Santa Teresa Benedita da Cruz. Uma evidência incontestável disso foi a carta encíclica “Mit Brennender Sorge” (“Com Profunda Preocupação”), escrita pelo Papa Pio XI em 1937, em que condenava nos mais duros termos a violência anti-religiosa do governo nazista. Com relação ao governo italiano, um dos grandes “argumentos” utilizados é a assinatura do Tratado de Latrão, de 1929, em que o governo de Mussolini, dentre outras coisas, reconhecia a soberania da Santa Sé no estado do Vaticano. O que se esquece freqüentemente é que esse tratado vinha sendo discutido desde o reinado de Vítor Emanuel II, e considerá-lo uma espécie de aliança entre a Igreja Católica e o governo fascista italiano não passa de sofisma rasteiro.

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    2. Vocês precisam ler mais o Haaretz. E´ israelense e me parece o mais imparcial. As críticas ao Estado de Israel são bem pontuais e sóbrias.

      E pela primeira vez vi um libertário defender a atuação de um Estado como "democrática" e "legal".

      Parabéns.

      Dois Estados e uma só Paz.

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    3. Em relação á Igreja Cathólica, é melhor parar a discussão, pois o Sr. como cathólico talvez não aceite os erros da Igreja (ou aceita a Igreja como não errante). Tudo bem. Dá para se comparar como o judeu se sente com os erros de Israel ou os palestinos com os erros dos líderes deles.

      E pela primeira vez vi um Libertário defender a atuação de um Estado como "democrática" e "legal".

      Parabéns.

      "Dois Estados e uma só Paz".

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    4. Ao que me consta, o nome do blog não é, nem jamais foi "Juventude Libertária da UnB". Sou conservador.

      Com relação à Igreja, meu posicionamento é embasado por inúmeros documentos, testemunhos e fatos. E como diria o grande S. Tomás de Aquino, contra fatos não há argumentos.

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