terça-feira, 9 de outubro de 2012

A Trilogia Batman e o Movimento Revolucionário

Por Rodrigo Sias

O motivo pelo qual escrevo é o artigo “Batman, o contra-revolucionário”, publicado há algumas semanas. Ao ler este texto, experimentei aquela alegria (e confesso, aquela “invejinha”) de encontrar em algum lugar o que eu mesmo adoraria ter escrito. De fato, depois de assistir o filme no cinema, identifiquei, como no artigo, a “mentalidade revolucionária” e o papel “contra-revolucionário” do Batman. Em textos posteriores, como “A Confusão da Revolução” (continuação explicativa do primeiro texto) isso fica ainda mais claro. Mais recentemente, no terceiro texto do blog sobre o assunto, “Amor e crueldade: uma união possível?”, rebate-se o artigo “Ditadura do proletariado em Gotham City”, do comunista e pseudo-intelectual Slavoj Žižek.

Só mesmo essa intelectualidade de esquerda para transformar Bane e Talia em representantes organizados dos oprimidos. Também, o que esperar de gente que nivela Che Guevara a Jesus Cristo? Que a ideia de revolução está presente no terceiro filme do Batman está muito claro. Porém, eu seria mais amplo: diria que toda a trilogia do Batman foi construída sobre o pano de fundo da mentalidade revolucionária e a necessidade de combatê-la.


O filme “Batman Begins” nos mostra pela primeira vez a Liga das Sombras, que representa a elite revolucionária. Seus membros julgam-se superiores intelectualmente e moralmente, face à corrupção reinante. O vilão, Ra’s Al Ghul, tem como principal característica a retórica moralizante para transformar a sociedade e varrer a corrupção através do morticínio e do terror. Bruce Wayne é treinado para se tornar uma “máquina de matar”, mas resiste no último momento, mostrando-se contrário à mensagem da “purificação via destruição”, tornando-se ele próprio o inimigo da Liga a ser batido.

Nos quadrinhos da DC Comics, Ra’s Al Ghul é claramente inspirado nas idéias de Jean Jacques Rousseau, como a figura do “bom selvagem” e a sociedade como corruptora dos homens. Nos quadrinhos existe um “Poço de Lázaro” que permite que Ra’s esteja vivo desde o século XVI. Há uma história, inclusive, na qual Ra’s chega ao Novo Mundo a tempo de ver in loco o “bom selvagem” e testemunhar a civilização europeia “espalhando a corrupção” no continente recém-descoberto. Nesta ocasião, ele se convence da necessidade da destruição da “sociedade corrupta”, exatamente como o “filósofo” iluminista Rousseau.

Por isso, tendo a observar que o pensamento e os métodos da Liga no primeiro filme são análogos aos da Revolução Francesa e se assemelham, em especial, ao espírito revolucionário do século XVIII. Ra’s desempenha o papel de Robespierre, o “incorruptível”. Existe ainda a simbologia do “Poço de Lázaro” (clara alusão ao personagem bíblico Lázaro de Betânia, descrito no Evangelho de João como um amigo íntimo de Jesus que foi por Ele ressuscitado). Este permite que o espírito revolucionário (representado por Ra’s Al Ghul, homem de 500 anos) nunca morra. O poço é usado para rejuvenescer a ideia revolucionária do “Paraíso na Terra”. Ele a revive, de geração em geração. Entretanto, o poço também faz com que seu usuário (ou seja, Ra’s) fique temporariamente insano. O detalhe é que cada vez que mergulha, fica mais insano! Ou seja, o processo é cumulativo. Voltando à simbologia, é como se cada onda revolucionária viesse mais louca (e mortífera) que sua antecessora.

Ra's Al Ghul no Poço de Lázaro.

Já o filme “The Dark Knight” apresenta o Coringa, aparentemente um anarquista sem propósitos. Na minha visão, entretanto, ele é um revolucionário do tipo “desconstrucionista”, típico da “guerra cultural” recente. Isso fica claro no diálogo entre o mordomo Alfred e Bruce Wayne. Em algum momento do filme “The Dark Knight”, os dois conversam sobre as motivações do Coringa e sua associação com a máfia. O diálogo (em tradução livre) revela algo interessante:
Bruce Wayne: Transformar-me em alvo não trará o dinheiro deles de volta. Eu sabia que a máfia não iria se render sem lutar, mas isso é diferente. Eles [mafiosos] passaram do limite.
Alfred Pennyworth: Você o passou primeiro, senhor. Você os pressionou, espremeu-os até o ponto do desespero. E agora, em seu desespero, eles se voltaram a um homem que não entendem completamente.
Bruce: Criminosos não são complicados, Alfred. Nós temos apenas que descobrir o que ele [Coringa] quer.
Alfred: Com todo respeito, Mestre Wayne, talvez este seja um homem que nem mesmo o senhor entenda completamente. Eu estava em Burma. Há muito tempo. Meus amigos e eu estávamos trabalhando para o governo local. Eles estavam tentando comprar a lealdade dos líderes tribais, subornando-os com pedras preciosas. Mas suas caravanas estavam sendo atacadas em uma floresta a norte de Rangoon por um bandido. Pediram-nos que cuidássemos do problema, então começamos a procurar pelas pedras. Mas, depois de seis meses, não encontramos ninguém que tivesse negociado com ele.
Bruce: Qual foi o problema?
Alfred: Um dia, encontrei uma criança brincando com um rubi do tamanho de uma tangerina. Ele estava jogando as pedras fora.
Bruce: Então, por que ele as estava roubando?
Alfred: Porque ele achou que era um bom esporte. Porque alguns homens não estão à procura de nada lógico, como dinheiro... Eles não podem ser comprados, ameaçados, convencidos ou dissuadidos. Alguns homens só querem ver o mundo queimar.
Basicamente o que Alfred menciona é o desejo de destruição por parte de algumas pessoas. Tal desejo nada tem de racional. É um impulso fanático. Mais do que a desordem e a anarquia, o que o Coringa persegue é a “desconstrução” como valor. O Coringa é uma espécie de filosofo da Escola de Frankfurt pondo a teoria em pratica, desenvolvendo o “trabalho do negativo” da dialética de Hegel. Para o “Palhaço do Crime”, não há sentido na vida e é esse o fator interessante a ser estudado e analisado. No filme, já na sua parte final, o Coringa queria fazer um experimento sociológico como esses engenheiros sociais modernos, os quais implementando diversas medidas monstruosas, querem moldar a sociedade à sua imagem e semelhança. Mas o Coringa é mais direto. Não usa a técnica do “sapo na água quente”, não camufla suas intenções destrutivas. Tampouco usa os rodeios intelectuais típicos e a retórica de um “mundo melhor”. Fala apenas que gostaria do mundo “menos hipócrita”, mostrando que todos são ruins como ele. O Coringa “filosofa” sobre sua própria decadência, e dessa forma, ele também tem um quê de Nietzsche.

Por fim, o filme “The Dark Knight Rises” apresenta as revoluções propriamente comunistas (ou o estágio avançado de qualquer revolução). O principal elemento aí é a “luta de classes” e a luta de “opressores e oprimidos”. Os revolucionários apresentam-se como libertadores quando são na verdade os maiores opressores, inversão que o texto “Batman, o contra-revolucionário” muito bem aponta. A trilogia sob o ponto de vista histórico-sociológico, inclusive, deveria inverter o segundo filme com o terceiro, pois aí mostraria perfeitamente a “evolução” do movimento revolucionário: primeiro o Iluminismo e a ideia do “bom selvagem” de Rousseau, encarnada por Ra’s Al Ghul. Depois, o comunismo explícito de Bane e Tália (a empresária bilionária que fomenta a revolução, fazendo o papel de, digamos, uma “Rockefeller”), com tribunais revolucionários, destruição e mortes em massa. E agora a atual fase de “guerra cultural” e o culto da irracionalidade com o Coringa.

Por todas essas observações, considero a trilogia Batman de Christopher Nolan uma espécie de manual didático, um alerta contra as revoluções.

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Comentário do editor:

Muitas pessoas julgam que histórias em quadrinhos são um divertimento infantil, que em nada acrescenta à reflexão filosófica e que, ao invés de promover a compreensão do zeitgeist, servirá apenas para nos afastar de qualquer análise crítica da realidade. No entanto, esse pensamento é errôneo. Existem muitas graphic novels e histórias em quadrinhos que expressam de modo inequívoco o espírito desses nossos tempos “pós-modernos”.

A título de exemplo, podemos citar duas obras que, subrepticiamente, defendem as ideias revolucionárias que, partejadas pelos jacobinos, foram meticulosamente nutridas e desenvolvidas até os dias de hoje: “V de Vingança” e “Watchmen”, ambas de autoria do (excêntrico) britânico Alan Moore. Em ambas as obras, a sociedade é mostrada como imersa num estado de decadência além de qualquer conserto, e os personagens buscam maneiras (auto)destrutivas em seu afã de combater essa sociedade decrépita: o anarcoterrorismo de V, o niilismo cínico do Comediante e a neurose obsessiva de Rorschach são emblemáticos. Vale lembrar que “Watchmen” está na lista “All-TIME 100 Novels” da revista americana Time.

Alan Moore

Alan Moore é um grande entusiasta da mentalidade revolucionária - e de um visual bastante bizarro, para dizer o mínimo. Pagão assumido, é adepto de todas as ideologias da moda, como a hipótese Gaia, de James Lovelock (que recentemente abjurou sua pseudo-ciência neopagã), e defendeu ardorosamente o movimento Occupy Wall Street (OWS). Em contrapartida, o escritor e quadrinista Frank Miller, responsável pela clássica graphic novel “O Cavaleiro das Trevas”, é o que se poderia chamar de hardcore conservative: além de a temática anti-revolucionária estar presente, de algum modo, em sua obra, ele pronunciou-se veementemente contra o OWS. Dessa forma, está longe de ser uma simplória forçação de barra a análise publicada acima. Muito pelo contrário: ela faz perfeito sentido e concordo com ela plenamente.

8 comentários:

  1. Já havia lido o outro artigo e bem, ainda que batman pudesse ser um contra-revolucionário, ele também representa parte dessa mentalidade: alguém que por seus meios e capacidades, se julga capaz de direcionar as mudanças necessárias na sociedade em busca de um mundo que ele considera sendo ideal... o mundo sem coringa, sem crimes.. pacificado e estável. como o terceiro filme mostra, quando batman sai de cena, esse mundo fica irreal.. acredito que há mais nuances na psicologia de bruce wayne, ao menos nos filmes, que torna bem controverso a ideia de batman como um contra-revolucionario.

    Luiz

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    1. Discordo, Luiz. Em nenhum momento a natureza humana do herói é negada na trilogia e, portanto, Waine também pode sonhar: batman é tão humano quanto as outras pessoas e, consequentemente, todos os sentimentos sempre estarão presentes no homem por trás do símbolo. A análise de Rodrigo Sias é perfeitamente aceitável, pois a ideia de que resistir é preciso, e é um dever, está sempre permeando os filmes da trilogia. Creio que a mensagem central é: embora Batman seja um símbolo, sua luta, ao contrário das instituições e políticos já corrompidos, não combate ideias, mas pessoas fomentadoras do ódio e do caos para justificarem seus crimes e horrores contra tudo e contra todos. Ora, é exatamente assim que se comporta a mente revolucionária. Eric Hobsbawn se negava a aceitar as atrocidades de seus heróis russos, e até as justificava. Por fim, a última frase pronunciada por Batman a Gordon no último filme, confirma a análise de Rodrigo Sias. Assim, é contraditório afirmar que Batman tambem representa a mentalidade revolucionária: Batman não tenta impor ou mudar a ordem natural por meio de uma engenharia social, mas motiva a resistência. Como eu disse, Batman não combate ideias, mas vilões armados e sanguinários. Portanto, ele não se julga capaz de impor mudanças em busca de um mundo ideal, mas sabe que é capaz de impedir pessoas que querem impor ideias perversas.

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  2. Ótimo artigo!

    Não é demais adicionar que a prisão é uma alegoria de inferno (ao meu ver), pois lá é uma "prisão sem saída", ou seja, uma vez lá, você será atormentado pelos capangas do "dono da prisão" (neste caso Bane é o diabo que não fica lá, pois tem muito o que fazer na "superfície", embora aquele local seja o domínio dele).

    Outro reforço dessa alegoria é quando o Bruce pede para que o outro prisioneiro o mate e o prisioneiro responde "Oh, eu estou ganhando muito bem para te manter vivo". Daí fica clara a alusão das almas condenadas que rogarão para deixar de existir a fim de sair daquele lugar.

    Agora vem um enxerto gnóstico: a saída da prisão não tem outro jeito senão a "própria força de vontade interior e fortalecimento espiritual"; e ela é sempre para cima e em direção à iluminação. Não sei se foi intencional do roteirista usar a imagem da "coluna quebrada", que poderia representar o espírito "despedaçado" que sequer consegue olhar ao seu redor sem esforços e dores tremendas. (a coluna, cabe lembrar, é parte essencial da nossa existência... não existe um humano sem coluna... ou sem espírito);

    E por fim, esse espírito, que uma vez "consertado e readequado", pode dar-se a si mesmo forças para fugir daquele lugar.

    Essa parte do filme parece muito os ideais de infernos gnósticos. Não sei se foi premeditada a ideia ou se isso aconteceu devido à extrema disseminação do gnosticismo na nossa cultura. (o filme Prometheus é praticamente um tratado de gnosticismo para os leigos)

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    1. Rodrigo Bastos Mello11 de outubro de 2012 13:30

      Na verdade existe uma passagem da prisão que vejo quase ninguem comentar

      Bane fala que "a sua esperança o manterá preso aqui"

      e o que mantém todos aqueles homens presos é somente uma corda, o receio completo de que não se consiga fazer o ultimo salto faz com que ninguem suba sem a corda, as duas unicas personagens do filme que conseguiram sair da prisão foram exatamente sem a corda

      mas Bruce Wayne é superior nesse sentido, ele não está em fuga dos prisioneiros da prisão, ele simplesmente escolhe subir sem a corda

      e ele não está disposto a se arriscar por uma idéia, por uma conquista, por uma revolução, ele está disposto a se sacrificar para salvar Gotham

      isso é não é um conceito gnostico, isso é um conceito cristão, o de sacrificio pela salvação do outro

      o que eu quero dizer com a esperança no começo?

      simples, uma esperança egoista o mantem preso, uma esperança de que ele seria o grande o manteria preso

      mas uma esperança real (cristã) onde ele fizesse questão de se "jogar na mão de Deus" para o sacrificio pelo outro, ai sim, isso é capaz de retira-lo da prisão

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  3. Gostaria de citar dois fatos interessantes sobre a gênese dos personagens citados no filme TDKR.

    Ra’s Al Ghul foi criado por Dennis O'Neil, conhecido por ser o primeiro escritor de quadrinhos de destaque a inserir ideias de esquerda nas histórias de super-heróis. No início dos anos setenta ele era um hippie e ativista de movimentos progressiatas e assumiu as histórias da dupla Arqueiro Verde/Lanterna Verde, transformando os personagens em heróis esquerdinhas.

    A desculpa era de que as histórias em quadrinhos precisavam ser mais adultas e o público universitário poderia ser um bom nicho de mercado. Foi ele que introduziu temáticas mais sérias nas HQs e influenciou Alan Moore, Grant Morrison e muitos escritores da atualidade.

    Em Junho de 1971, como escritor de Batman, criou Ra's al Ghul na história "Daughter of the Demon" em Batman #232, ele também criou Talia al Ghul, com quem Batman tem um filho chamado Damian, o atual Robin.

    É de se reaaltar que Ra's al Ghul não era apresentado nas histórias de O'Neil como um vilão realmente maligno, era na verdade um veículo para o autor expressar sua visão de mundo progressista e relativizar os valores defendidos por Batman. Dennis O'Neil é na verdade o introdutor daquilo que vocês chamam de Guerra Cultural nos quadrinhos.

    Bane, pelo contrário foi co-criado por um dos poucos escritores de quadrinhos que hoje tem a coragem de se assumir como um conservador: Chuck Dixon. Mas também partiu de Dennis O'Neil, que na época (1993), era editor das revistas de Batman. Bane foi muito bem apresentado no filme e achei que a interpretação feita por vocês é muito pertinente. No entanto, não se deve esquecer que esses personagens surgiram nos quadrinhos e não no cinema.

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  4. Que o Batman é o herói da contra-revolução é um fato explícito na obra e de certa forma, consigo enxergar todos os movimentos citados no texto. No entanto, a análise do "herói" Batman e a própria ideia de contra-revolução me parecem superficiais e quase nulas no artigo.

    A crítica a revolução, ao "anarcoterrorismo", a anarquia e etc, em alguma medida fazem sentido do ângulo que você aponta, mas quando colocadas em paralelo com a estrutura maior do cenário em Gothan City (uma paródia a nossa sociedade), se tornam insuficientes, e em alguma medida, idealistas.

    O Batman sempre me pareceu a expressão mais pura da alienação moderna. Ele tem um "espirito bom", uma moral do "bem", faz caridade, quer um mundo melhor, mas não consegue enxergar que a sua própria forma de vida é produtora das condições da desgraça que lhe sobrevirá.

    veja bem, não podemos nos esquecer que ele fez a bomba que no fim, serve por ser o grande "temor" dos homens frente a um grupo anarquista/niilista (desculpe, mas chama-los de comunistas é no mínimo um equívoco programático, eles não pregam uma sociedade regida pelo proletariado em uma economia planificada e distributiva, mas a extinção dela, por meio de uma vingança contra uma "natureza humana ruim"). essa questão fundamental, somada a patética ideia que sozinho ele pode "combater o crime" (do qual ele também é responsável) torna o Batman o sujeito mais imbecil de todos os quadrinhos que já pude ler (ou assistir em filmes).

    Adoraria ler sobre os outros pontos do filme. Sobre, por exemplo, a questão da criminalidade, da forma como é apontada. As crianças/adolescentes que por falta de condições materiais se aliam ao crime para sobreviver em um mundo dominado pela lógica liberal. Inclusive, de forma tão perniciosa que apresenta o policial bonzinho como um dos orfãos que se deu bem (tornou-se policial) em oposição aos que escolheram a vida marginal. Típico do discurso meritocrático.

    E só pra finalizar, essa crença de combater os indivíduos perversos e sanguinários me parece uma concepção individualista e altamente idealista. cabe aqui um debate complexo sobre o conceito de responsabilidade perante os fatos. Me lembro que em uma palestra de uma universidade (creio que harvard), o palestrante expunha diversas situações de acidentes onde os individuos tinham que escolher entre se salvar, salvar outros, ou ambas as coisas, sempre tentando colocar os estudantes na posição de juíz perante fatos sem uma aparente "solução" onde de alguma forma, alguém sairia machucado. Tudo isso para discutir as concepções de justiça. Em um desses exemplos foi colocada uma questão onde o elemento estaria externo a situação, mas que poderia optar por "salvar" a vida de uma pessoa, mas que para isso, precisaria fazer uma escolha difícil. A grande questão posta no fim foi:

    Aquele que se abstêm de tomar uma decisão também é responsável pelo acidente em questão?

    Esse é um elemento fundamental para se discutir moral e direito nos dias de hoje, pois dentro dessa concepção eu poderia questionar: Quem é responsável pela "revolução sangrenta", os anarquistas-terroristas, ou a população que no seu egoísmo mais cego não conseguia enxergar o exercito de "marginais" sendo formado em seus esgotos?

    A inércia não é um elemento neutro. Mesmo que tentemos nos distanciar de determinadas "posições radicais", nossas posições inertes ou mantém ou geram um movimento. Assim como a revolução gera a contra-revolução, a inércia gera uma decadência da humanidade, podendo até chegar a guerra e ao genocídio. Exemplos históricos há de monte.

    Fica a questão para o debate.

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  5. Respeito seu posicionamento, sua postura ideológica, mas chamar Slavoj Žižek de pseudo intelectual é demais para alguém que precisa comer muito arroz com feijão, você não acha? Não seria mais inteligente da sua parte saber ler com criticidade e fugir do dogmatismo. Se parte da esquerda intelectual errou ao se colocar como vanguarda e utilizarem-se de enorme truculência e autoritarismo, a sua perspectiva comete os mesmos absurdos. Não seria mais interessante você montar uma igreja? Seria mais coerente.

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  6. Aqui é Henrique de Mello franco . Já perceberam como nos
    últimos três filmes batman é cada vez mais caracterizado
    como América e Alfred como Inglaterra ? Isto inclusive
    com a derradeira fuga de Bruce wayne ao final
    do ultimo filme , uma desistência do imperialismo
    virtuoso que os EUA também estão sofrendo . Abs Henrique

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