domingo, 1 de abril de 2012

1964 e o governo militar

Caros leitores,

Ontem, participei do evento "1964 e o governo militar", promovido pelo grupo Imperii. Fui convidado para falar sobre o que sempre nos ensinaram a respeito do movimento cívico-militar de 1964 e dos governos militares subsequentes. Preparei um discurso para ser lido nessa conferência, mas acabei falando de improviso. Em todo caso, publico o texto aqui, na íntegra, acrescido de algumas imagens elucidativas.

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Senhoras e senhores, boa noite.

Antes de começar propriamente a minha fala, gostaria de dizer que muito me honrou o convite para falar diante dos senhores nesta noite. Sendo eu ainda jovem e estudante universitário de uma instituição federal de ensino superior, a Universidade de Brasília, tenho de como é inusitada a minha presença neste pequeno evento. Não apenas inusitada, mas importante: ainda que simbólica, minha presença aqui ilustra que, apesar de todos os esforços envidados nas últimas décadas, ainda há aqueles que não se deixaram envenenar pelas mentiras perniciosas ensinadas diuturnamente como verdades incontestáveis.

“A história é escrita pelos vencedores.” Essa frase é reputada como sido urdida por George Orwell, que, além de ter sido um dos maiores escritores do século XX, foi um homem que, com agudeza e talento, descortinou o pesadelo distópico materializado pela União Soviética. O que vemos hoje, senhoras e senhores, é justamente o oposto: aqueles que outrora foram derrotados hoje se valem de sua autoridade oficial para, covardemente, mutilar a história nacional e aviltar a honra aqueles que – parafraseando Churchill – ofereceram labuta, sangue, suor e lágrimas para impedir que o pesadelo orwelliano se concretizasse no Brasil.

George Orwell

O que corre nos meios acadêmicos de hoje a respeito desse período de nossa história é, como sói acontecer nos tempos escarninhos em que vivemos, a versão dos derrotados. São eles, efetivamente, os responsáveis pela construção desse período tão crucial e conturbado da história da nação brasileira. Emílio Garrastazu Médici, um dos maiores presidentes que o País jamais teve, é um nome capaz de provocar arroubos de ódio irracional e primitivo tal qual a figura de Emmanuel Goldstein incitava os chamados “dois minutos de ódio” na obra 1984, de Orwell. Leônidas Pires Gonçalves, Carlos Alberto Brilhante Ustra, Newton Araújo de Oliveira e Cruz, Golbery do Couto e Silva, Sebastião Rodrigues de Moura, todos esses nomes são, hoje, sinônimos de opróbrio, de tortura, de mentira e de morte. Em contrapartida, Carlos Marighella, Carlos Lamarca, Miguel Arraes, Leonel Brizola, Apolônio de Carvalho, Luís Carlos Prestes, Astrojildo Pereira, todos esses homens são saudados como heróis da pátria, guerreiros da liberdade, cavaleiros da esperança – título, inclusive, de uma biografia de Prestes escrita por Jorge Amado.

No entanto, há alguns outros nomes que são convenientemente esquecidos, nomes que foram legados ao oblívio por, de alguma forma, ameaçarem toda a beleza meticulosamente construída do discurso da esquerda. São nomes de pessoas que provaram na própria pele – e, muitas vezes, às custas da própria vida – o amargo sabor do governo que se tentava, à força, instalar-se no País. Pessoas como o jornalista Edson Régis de Carvalho e o almirante Nelson Gomes Fernandes, vítimas do vergonhoso atentado promovido pelo grupo Ação Popular no Aeroporto Internacional de Guararapes, em Recife, no dia 25 de julho de 1966; o jovem soldado Mário Kozel Filho, cujo corpo foi destroçado por uma bomba durante o assalto ao Quartel-General do II Exército no dia 26 de junho de 1968, ação essa promovida pela Vanguarda Popular Revolucionária, chefiada por Carlos Lamarca; o lavrador fluminense Edmundo Janot, assassinado brutalmente a tiros, foiçadas e facadas no dia 11 de janeiro de 1969; o primeiro-tenente Alberto Mendes Júnior, que, num ato ímpar de coragem, ofereceu a si mesmo como refém de Lamarca para salvar seus companheiros de corporação, e que, de maneira ultrajante, foi executado a coronhadas de fuzil no dia 10 de maio de 1970. Estas, senhoras e senhores, são algumas das centenas de vítimas que a subversão imolou em suas ações criminosas, ações que, não podemos nos cansar de repetir, visavam à instauração de uma ditadura comunista no Brasil.

Mário Kozel Filho

Primeiro-tenente Alberto Mendes Junior

Eu já fui um estudante cuja mente estava dominada pela lógica macabra que enxerga num regime socialista um exemplo de verdadeira democracia. Boa parte da minha infância foi passada em reuniões do sindicato dos professores e do Partido dos Trabalhadores. Lembro-me de que, por volta dos dez anos de idade, minha mãe me deu uma cópia do Manifesto Comunista. Ela, professora, filiou-se ao PT após o racha do Partido Comunista Brasileiro, que deu origem ao Partido Popular Socialista; Leonardo Boff, Frei Betto, Paulo Freire, Lula, todos esses nomes eram sagrados em minha casa. Aprendi a verdadeiramente venerá-los. Nas campanhas eleitorais, vestia meu uniforme de militante-mirim – camisa com a foto do Lula, bandeira vermelha e boné do partido – para participar dos comícios, carreatas e afins. No ensino médio, com a ajuda sempre prestimosa e dedicada dos professores de ciências humanas, especialmente História e Geografia, comecei a minha militância política de fato. Lembro-me bem das vezes em que participei de protestos contra o governo “neoliberal” de FHC: fiz barricadas, agitei bandeiras, gritei palavras de ordem e enfrentei a polícia. Era, em suma, um espécime bastante jovem da manada de idiotas úteis que é manejada todos os dias pela esquerda.

Quando comecei minha graduação em Direito, em 2002, fui convidado por um colega de classe a participar de uma reunião do grupo O Trabalho, uma tendência trotskista do PT. Pouco depois, filiei-me ao partido e ingressei nas profundezas do pensamento comunista. Marx era nosso Messias, tínhamos por apóstolos nomes como Lênin, Trotsky, Gramsci, Lukács, Althusser e toda a Escola de Frankfurt. O processo de lavagem cerebral pelo qual passei faria Pavlov ficar aterrorizado diante de tanta eficiência. Devido a minhas aptidões intelectuais e comunicativas, comecei a me transformar em um dos ideólogos do grupo: pesquisava a fundo a literatura socialista, contrapunha seus postulados com a realidade concreta e, invertendo completamente a ordem natural do pensamento humano, mutilava o mundo em que vivia para que se encaixasse com perfeição nas teorias que havia elegido como axiomas sagrados. Paradoxalmente, foi essa a minha salvação.

Os heróis de minha juventude.

Por volta dos 19 anos, comecei a notar que havia alguma coisa muito errada em tudo aquilo. De alguma forma, algo não se encaixava, e uma sensação de desconforto instalou-se bem no fundo de minha alma. Ao contrário do que esperava, essa sensação começou a crescer, a se avolumar. Entrei no que se pode chamar de dissonância cognitiva. Todo aquele imenso e intrincado castelo ideológico começou a tremer e, após um estalo – que, confesso, até hoje não sei qual foi –, desabou todo em cima de mim. No entanto, conseguir esgueirar-me para fora dos escombros. Afastei-me de toda e qualquer questão político-ideológica por um bom tempo. Precisava curar as feridas deixadas por aquele desabamento mental e digerir, de alguma forma, a sensação de orfandade intelectual que se seguiu a todo esse processo.

Foi esse sentimento, esse sentir-se órfão, que me levou a procurar alternativas que condissessem com os valores que realmente me eram mais caros. Por incrível que possa parecer, ter ingressado na Universidade de Brasília me ajudou bastante nesse sentido. Ter um ponto de partida não foi difícil: bastava buscar conhecer aqueles autores que eram demonizados pela esquerda. Foi assim que soube da existência do filósofo Olavo de Carvalho, e, a partir dele, comecei a ingressar em outro mundo. Posso dizer, sem receio de parecer exagerado, que o professor Olavo representou minha salvação intelectual. Todo um universo de alta intelectualidade, tanto filosófica e quanto política, se abriu para mim a partir daí. Encontrei outras pessoas na universidade que conheciam esses mesmos autores, e, tendo contato constante com elas, pude orientar melhor meu pensamento e estudar a fundo todas as questões que me incomodavam.

O filósofo Olavo de Carvalho.

Todavia, tenho ciência de que sou representante de uma minguada exceção. Eu tive a audácia de questionar os cânones ideológicos que me empurravam goela abaixo, e não sei se posso afirmar que tive algum mérito nisso. Decerto, eu tive ganas de pesquisar, de ler, de saber, de descortinar todas aquelas verdades que foram deliberadamente mantidas bem longe de mim em meus anos escolares. Foi preciso um grande esforço e um considerável trabalho de garimpagem, pois a escumalha marxista, não contente em gozar de inconteste hegemonia no ambiente educacional brasileiro, trabalha incessantemente para manter a verdade sobre os fatos escondida sob toneladas de escombros de propaganda. São poucos, entretanto, os que pesquisam e buscam, por conta própria, conhecer essa época. Contentam-se com os enlatados de sabor doce e efeitos perniciosos que oferecem-lhes todos os dias, e acabam se tornando idiotas úteis devidamente adestrados.

Na academia brasileira, onde há décadas o establishment socialista fez sua morada, a Verdade – com vê maiúsculo, essência do saber – de nada vale: o que vale unicamente são as verdades advindas da ortodoxia gramsciana, aquelas “verdades”, com muitas aspas, que não passam de instrumentalização ideológica de discursos carentes de rigor científico e quaisquer valores humanos. Na Universidade de Brasília, faz parte do nosso cotidiano encontrar um sem-número de cartazes doutrinários espalhados pelos murais e pelas paredes dos prédios: enquanto uns exaltam o mau exemplo daqueles que deram suas vidas para mutilar própria pátria, outros exigem, peremptória e instantemente, punição para aqueles que, ao contrário, deram suas vidas por seu povo, por sua gente, pelas gerações que já se foram e por aquelas que ainda viriam. Quando alguém ousa contestar essa campanha torpe, eivada de mentiras e de um asqueroso ranço bolchevique, tenta-se calar sua voz a todo custo.

Cartaz na UnB pela libertação do terrorista italiano Battisti.

Particularmente, já fui inúmeras vezes criticado, ameaçado e censurado, tanto por estudantes profissionais quanto por professores, por contestar essa unanimidade estupidificante que impera na universidade. Se eu ganhasse um real cada vez que me chamassem de “fascista”, “reacionário”, “autoritário” e que tais, certamente não estaria falando a vocês nesta noite, mas aproveitando umas boas férias em algum paraíso caribenho, ou talvez conhecendo a Europa. No mais das vezes, essas agressões não passaram de verborragia primitiva de seres incapazes de articular argumentos, mas ela quase chegou às vias da agressão física – e dentro da Universidade de Brasília, uma instituição de ensino cujo respeito à pluralidade seu magnífico reitor atesta, com docilidade dominicana, ante qualquer evidência de intolerância. No entanto, recuso-me a recuar diante de meus detratores. Eles não são apenas meus inimigos: eles são inimigos da Pátria, da Verdade e da Justiça. E é por amor a elas que eu me mantenho firme.

Por falar em verdade, gostaria de rememorar dois fatos ocorridos durante o governo militar. No ano de 1968, Miguel Arraes – fundador do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e avô do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos – fundou o Movimento Popular de Libertação (MPL). O objetivo do MPL era criar uma única frente socialista no Brasil, unificando todas as organizações atuantes no País. De acordo com o Projeto Orvil, “o MPL estabeleceu ligações com o PCB, AP, ALN e com os padres dominicanos de São Paulo. Através das facilidades oferecidas para que as organizações subversivas enviassem seus militantes a Cuba, o movimento estabeleceu vínculos com várias delas, entre as quais o PCBR e o COLINA.” Diante do fortalecimento do combate à subversão, proporcionado pelo AI-5, o projeto de Arraes foi dificultado em grande medida. Residindo na Argélia desde 1965, Miguel Arraes, seguindo a cartilha leninista com devoção, começou a trabalhar na criação de uma frente de agitprop que, a um só tempo, manchasse a reputação do governo brasileiro no exterior (sobretudo através de denúncias de tortura e outras agressões aos direitos humanos) e arrebanhasse a simpatia e o apoio internacional para as organizações terroristas brasileiras. Assim sendo, “em outubro de 1969, tomou a iniciativa, juntamente com o ex-deputado Márcio Moreira Alves, o padre Almery Bezerra e Everardo Norões, de criar, em Paris, a Frente Brasileira de Informações (FBI)”, conforme relata o Projeto Orvil.

A presidente Dilma Rousseff integrou o grupo terrorista COLINA.

Prossegue o documento:
A criação da FBI ocorrera sem grande publicidade. Havia a necessidade da realização de uma solenidade de impacto que ajudasse à promoção da entidade. No dia 15 de janeiro de 1970, ocorreu no grande Salão de Mutualité, em Paris, a “Reunião de Solidariedade com o Povo Brasileiro”, prestigiada por personalidades da esquerda mundial e transformada no marco do nascimento da FBI ou “Front”.

Tendo ao fundo um grande mural com a fotografia do finado Carlos Marighela, George Casalis – professor da Faculdade de Teologia Protestante de Paris – presidiu a cerimônia, com a participação de uma mesa diretora composta pelo advogado Jean Jacques de Félice, Blanquart, Miguel Arraes, Jean Paul Sartre, Michel de Certau – padre jesuíta, redator da revista “Notre Combat”, professor do Centro Experimental Universitário de Vincennes –, Pierre Jalée – presidente do Comitê de Defesa da revista “Tricontinental”, e autor de diversas obras sobre a economia do Terceiro Mundo –, Jan Talpe – físico belga, ex-professor da USP, expulso do Brasil por envolvimento com a ALN –, Luigi Maccario – secretário-geral da Federação Italiana de Metalúrgicos – e M. Ghisenti. Essas presenças, por si só, davam aos espíritos menos desatentos, a nítida orientação ideológica da solenidade.

[...]

Os organizadores do encontro propuseram, ao final da reunião, uma “Campanha Contra a Repressão Política na América Latina” – típica das organizações de frente comunistas –, visando a: “apoiar as forças de libertação que lutam no Brasil e em toda a América Latina; fazer com que todos os franceses tomem conhecimento e comunguem com os interesses dos povos latino-americanos; e informar, suscitar reuniões públicas e estudar de maneira profunda as relações da Europa e da América Latina, descobrindo meios de ação e de pressão.” A programação da campanha foi articulada em Paris, tendo como principais articuladores Miguel Arraes, Almino Afonso, Jean Paul Sartre e Waldech Rochet, secretário-geral do Partido Comunista Francês.
Jean-Paul Sartre, um dos maiores apoiadores dos terroristas no Brasil.

Quando se trata do combate imposto aos subversivos durante o governo militar, o mais comum é que se refira a eles como um punhado de jovens idealistas, sonhadores e de bom coração, cujo único interesse era fazer do Brasil um lugar melhor. Também se refere a eles como amadores, que não contavam com nenhum recurso além de sua boa vontade e sua paixão pela liberdade. Nada poderia ser mais falso. Tratava-se, efetivamente, de uma rede internacional muito bem organizada, financiada por governos socialistas e treinada pelas mais eficientes e temíveis polícias secretas comunistas.

O segundo fato que quero relembrar ocorreu durante o governo do general Médici: a sucessão de tentativas mal-sucedidas de seqüestro de Curtis Cutter, cônsul norte-americano em Porto Alegre, em 1970. Após uma coleção de erros de operação – da terceira e última tentativa infrutífera de seqüestro, o cônsul saiu ferido com um tiro na omoplata –, a atenção das autoridades foi atraída para o grupo de terroristas da VPR que planejaram a ação. Por ocasião de sua prisão, apreendeu-se, dentre outras coisas, uma minuta de comunicado da VPR que seria divulgada à imprensa. Assim dizia o comunicado:
O cônsul norte-americano em Porto Alegre, Curtis Cutter, foi seqüestrado às tais horas do dia tal de Março pelo Comando “Carlos Marighella” da Vanguarda Popular Revolucionária. Esse indivíduo, ao ser interrogado, confessou suas ligações com a CIA, Agência Central de Inteligência, órgão de espionagem internacional dos Estados Unidos e revelou vários dados sobre a atuação da CIA no território nacional e sobre as relações dessa agência com os órgãos de repressão da ditadura militar. Ficamos sabendo, entre outras coisas, que a CIA trabalha em estreita ligação com o CENIMAR, fornecendo inclusive orientação a esse último órgão, sobre os métodos de tortura mais eficazes a serem aplicados nos prisioneiros. A CIA e o CENIMAR sofrem a concorrência do SNI, sendo que essa rivalidade é tão acentuada que em certa data um agente da CIA foi assassinado na Guanabara por elementos do SNI. Esse informe foi cuidadosamente abafado pela ditadura, mas o depoimento do Agente Cutter, nosso atual prisioneiro, permitiu que o trouxéssemos a público.
Como é possível que, em jamais tendo conseguido abduzir o cônsul, os subversivos soubessem dessas informações tão “sensíveis” sobre o funcionamento interno do aparato de segurança do Estado? Essa é uma evidência incontestável do recorrente uso da mentira como método de ação sistemático por parte dos subversivos brasileiros, que, tanto dentro quanto fora do País, espalhavam suas invencionices visando ao constrangimento público do governo brasileiro e a angariar apoio para o movimento revolucionário marxista. Mesmo diante dessa evidência, mentiras como essas não são apenas tidas como fatos verídicos e ensinadas nos meios educacionais, mas servem de base hoje para a instauração de verdadeiros tribunais de exceção, como a infame Comissão da Verdade, e para processos judiciais que ferem todos os ditames da justiça.
É assim que o governo hoje enxerga nossas Forças Armadas.

O estado de guerra cultural em que vivemos é cruento. A cada instante, nos mais variados momentos, vemos o esforço meticuloso, deliberado, com que a esquerda se utiliza da universidade para promover a sua engenharia social. A partir do momento em que a Verdade foi reduzida a uma questão de ponto de vista, à escolha e à defesa de discursos (como preconizou, sobretudo, o venerado Michel Foucault), tudo tornou-se permitido – exceto, claro, qualquer coisa que lembrasse vagamente tradição, ordem e todo esse arcaísmo conservador. Assumir uma clara postura em defesa da vida – por exemplo, ao atacar os esforços que testemunhamos para legalizar o aborto e as drogas – pode resultar em ostracismo e perseguição sistemática. Para a maioria dos estudantes universitários que se defrontam com um ambiente tão hostil, a atitude normal é se calar e, aos trancos e barrancos, levar a termo a graduação o mais rápido possível. Isso não acontece sempre de maneira tranqüila: muitos acabam sendo cooptados pelas ideologias da moda e, como eu, transformam-se em idiotas úteis, verdadeiras buchas-de-canhão.

Os esforços envidados pelos derrotados de outrora para reescrever a nossa história e praticar, sem amarras, seu abjeto revanchismo, estão se multiplicando num ritmo alarmante. Mais uma vez, recorro a Orwell: “Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.” É por isso, senhoras e senhores, que o nosso encontro neste 31 de março é tão importante. Ele é importante no sentido de que nos lembremos sempre de que aqueles que controlam o presente estão mutilando o nosso passado, e que é através da deturpação da memória nacional que moldarão um futuro funesto para as gerações vindouras. Ele é importante para lembrarmos os valores que nos são caros, valores sobre os quais nossa sociedade e nossa civilização foram erguidas: honra, integridade, coragem, honestidade, decência e lealdade.

O que devemos fazer para reverter essa situação? O general Leônidas Pires Gonçalves, em suas entrevistas, sempre nos lembra que “o soldado é o cidadão uniformizado para o exercício cívico da violência”. Repito: estamos em guerra, e, nessa guerra, todos somos soldados. No entanto, devemos ser soldados da Verdade. Façamos da coragem, da honestidade e da isenção as nossas armas. Não há receita pronta para vencermos os novos combates que ora travamos. Imprescindível é que não esmoreçamos, que mantenhamos a guarda erguida, que lutemos incansavelmente em nome de todos os valiosos alicerces da nossa nação, alicerces por cuja defesa tantos homens deram suas vidas. A violência que devemos exercer é a violência dos fatos contra os delírios; esmagar a serpente do logro, da injúria e da deturpação com as solas de nossas botas. Nossas trincheiras não devem ser as trincheiras convencionais, mas aquelas em que o inimigo age: as escolas, as universidades, os meios de comunicação, o mercado editorial... Hoje, urge que olhemos para o passado, nós, que estamos sob a guarida da Verdade, e arranquemos dele as forças para enfrentar nossos inimigos no presente. Só assim será possível garantir um futuro menos tenebroso para nossos filhos, netos e bisnetos.

Muito obrigado.

22 comentários:

  1. Meus Parabéns!!!

    Ótima matéria. xD

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  2. E a tortura onde fica?

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    1. Anônimo:
      A "tortura”, na imensa maioria dos casos, fica por conta da mentira, seguindo a orientação de Mário Lago:
      -"Se for preso, diga que foi torturado".
      A Mentira tem sido a arma mais eficaz da malta comunista, ao redor do mundo, no seu trabalho sujo de destruir Valores e detratar opositores.
      Em alguns casos, acredito, sim, que a tortura tenha sido empregada como meio de obter informações que pudessem levar ao esconderijo dos terroristas, que saiam da toca, à noite, para espalhar o terror entre a população, que nada tinha a ver com sua luta insana.
      Ela não é a coisa mais bonita nem decente do mundo, mas, quando você luta contra covardes, que só atacam pelas costas, é empregada por todos os mecanismos de repressão ao crime, do mundo inteiro, ou como você acha que agiria a polícia política de Cuba, China e Coréia do Norte, em casos semelhantes?
      Mas, ao que se sabe, nos casos em que ela realmente teria sido justificável, nem foi necessária, pergunte ao Zé Genuíno que, antes mesmo de ser interrogado, abriu o serviço todo, fornecendo os detalhes de organização e a localização dos esconderijos do Araguaia.
      A maioria dos “valentes”, quando presa, chutava o balde, que se danassem os “companheros”, eles já estavam presos...
      Exemplo maior de “valentia” de guerrilheiro do que Che Guevara, não existe:
      Sempre que demonstrou “valentia”, tinha guerrilheiros para defendê-lo e a ordem era lutar “até o último suspiro”.
      Assim o foi na Bolívia, seus guerrilheiros morreram em combate, mas ele, quando viu chegada a sua vez, se rendeu, com bala na câmara, gritando:
      “Não me mate, sou o Che, para você, valho mais vivo do que morto”.
      Parece que o soldado boliviano não acreditou que valesse alguma coisa “vivo”.
      Assim foram os “valentes” guerrilheiros brasileiros.
      Outros, como João Amazonas, foram mais covardes ainda, pois mandou os jovens para o Araguaia e, quando o barco começou a “fazer água”, arranjou o que fazer, de mais importante, na Albânia, onde estava mais seguro.
      A versão que você, como a imensa maioria de nossos jovens conhece, é a mentira, travestida de verdade, imposta pelos comunistas que tomaram toda a mídia brasileira.
      E, se formos falar em tortura, é preciso lembrar o que acontecia com os “guerrilheiros arrependidos”, que queriam sair da fria em que foram empurrados.
      E com o Tenente Mendes, da Polícia Militar Paulista, que se ofereceu como refém, para libertar seus soldados.
      Antes de matá-lo a pauladas, cortaram seus órgãos genitais e o fizeram engolir; mas, talvez isso, você não considere “tortura”.
      José

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    2. (continuação)...
      Outra coisa que você talvez não saiba, é em relação aos “desaparecidos da ditadura”:
      A maioria dos ex-guerrilheiros que colaboraram com a polícia, sabiam que, se saíssem vivos da prisão, seus “amigos” os matariam (justiçamento).
      A solução que o Estado encontrou, foi lhes fornecendo documentos novos com nova identidade e levados para Estados em que não havia guerrilheiros, para começar “vida nova”.
      Recebiam empregos, segundo suas habilidades profissionais, de empresas públicas e privadas de empresários aliados; seu silêncio em torno de suas origens e identidade originais, eram seu salvoconduto, para não serem “justiçados”.
      Aquela, meu jovem, foi uma guerra real, com inimigo real e traiçoeiro, que só agia na base da covardia, em situação de anonimato.
      A não desarticulação do “movimento” significaria para o Brasil, o surgimento de um grupo assassino com o potencial de destruição das “FARC”, em cujo combate, o governo colombiano negligenciou.
      Se você quiser mesmo conhecer a Verdade, faça como o seu colega Felipe, comece a buscar a “versão” escrita por aqueles que a malta comunista endemoniza.
      Você, se for inteligente, vai constatar o que Felipe constatou, a versão deles é bem mais consistente e lógica, do que a dos “intelectualóides” comunistas, que não têm a coragem de falar a verdade, que é uma só:
      Os terroristas jamais lutaram pela “Democracia”, o que eles queriam era implantar o regime comunista de Cuba, Leste Europeu, Camboja, China e Coréia do Norte.
      Procure saber, em fonte neutra, quais são os “direitos humanos” que prevalecem nesses países.
      E responda a uma pergunta lógica, dentro do que você mesmo é capaz de entender:
      Por que, implantado o regime em um país, seu povo é impedido de sair de seu território?
      Você não acha que se fosse o “paraíso” que lhe mostram, seus governos teriam um enorme trabalho, no sentido contrário? (impedir a invasão de estrangeiros, ávidos em desfrutar de suas benesses?)
      José

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    3. Boa pergunta, Anônimo. Onde fica a tortura que os GUERRILHEIROS,TERRORISTAS, ASSALTANTES, SEQUESTRADORES e bandidos em geral, travestidos de "coitadinhos inocentes", impuseram à NAÇÃO BRASILEIRA nos anos 60? VOCÊ vai fazer alguma coisa para PUNIR os GUERRILHEIROS ou vai continuar "ZUMBIANAMENTE" apoiando a inversão da verdade? Acorda!!

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  3. Anônimo,

    Sobre a questão (já esgarçada) da tortura no Regime Militar, há duas perguntas a serem feitas: 1) Houve tortura durante os governos militares? e 2) Era a tortura uma prática sistemática adotada pelos governos militares? As respectivas respostas são: sim e não. Sim, houve tortura durante o Regime Militar – assim como há tortura hoje. Só para citar um exemplo, o presídio Urso Branco, em Porto Velho/RO, está sendo investigado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) por denúncias de tortura, além da execução sumária de mais de 100 prisioneiros nos últimos 10 anos. Podemos dizer que é uma política sistemática do governo (quase) democrático de hoje a tortura e a execução de presos? Jamais. Da mesma forma, não podemos afirmar isso sobre o Regime Militar.

    Há dois fatos importantíssimos (ambos relatados pelo finado Gen. Div. Agnaldo Del Nero Augusto em seu livro “Médici: A Verdadeira História”) que exemplificam isso:

    1) Em seu livro “Na diplomacia, o traço todo da vida”, o diplomata brasileiro Mário Gibson Alves Barboza, que foi chanceler no governo Médici, relata que o Gen. Emílio Garrastazu afirmou categoricamente durante uma reunião: “Os nossos estão morrendo e têm o direito de revidar com as armas. Esta é uma guerra, em que se mata ou morre. Mas prender alguém para submetê-lo à tortura é de tal modo covarde e ignóbil, que não posso encontrar palavras adequadas para condenar prática tão sórdida. Proíbo, terminantemente, torturas em meu governo.” E olha que estamos falando do general Médici, o mais demonizado de todos os presidentes militares.

    2) No final do ano de 1971, recaíam sobre um oficial-aviador da Aeronáutica acusações de violência contra prisioneiros. Instado pelo presidente Médici a punir o oficial, o Marechal-do-Ar Márcio de Souza e Mello, ministro da Aeronáutica desde o governo Costa e Silva, tardou em adotar alguma medida punitiva contra o acusado. Essa falta de ação tornou o ministro alvo de crescente pressão dentro do governo, sobretudo do próprio presidente Médici, o que levou o ministro, com discrição e sem alarde, a renunciar ao cargo para não ter a desonra de ser demitido.

    Imputa-se ao Regime Militar, que durou 21 anos (de 1964 a 1985), cerca de 400 mortes e desaparecimentos – 3 casos a cada 2 meses. Durante os 53 anos de vigência da ditadura comunista em Cuba, 73 mil cubanos foram mortos e desapareceram – 115 casos por mês. Cabe lembrar que boa parte dos hoje chamados "guerreiros da democracia" estavam, naquela época, praticando crimes hediondos para tentar instalar no Brasil um regime nos moldes do comunismo cubano.

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  4. Ótima postagem, Felipe! Como sempre: digno de parabéns por suas aventuras e desventuras e, tão principalmente, pela história da sua vida.

    Agrada-me pensar nas pessoas que, com muita coragem, não se deixam levar pela maré dos condicionamentos intelectuais ou mesmo pelos policiamentos ideológicos da Policia do Pensamento. A verdade deve ser dita e não mais sufocada. E seu empenho é digno de elogio!

    Abraço

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  5. O que é realmente triste tanto na esquerda quanto na direita é a necessidade de defender um lado da história. Sabe-se muito bem que existe uma névoa muito grande permeando todos os momentos da história, e é possível sempre achar evidências que suportem determinada ideologia, quando a verdadeira história pode estar fora do alcance do conhecimento simplesmente pela impossibilidade de se conhecer as reais consequências de cada evento tal qual é impossível saber de que forma todas as informações existentes afetam preços de uma ação por exemplo. O importante no fim das contas não é fazer uma defesa ou um ataque histórico, selecionando um lado do espectro e defendendo-o com unhas e dentes, mas sim formar um novo edifício que reconheça a imperfeição das ideologias engessadas que tanto são debatidas nas universidades e que se baseie aí sim na única instituição que independe de ideologias, a ciência.
    É muito preocupante ver que há pessoas que se denominam portadores de um "Verdade", seja essa "Verdade" de esuqerda ou de direita. A necessidade de uma posição radical seja lá em qual lado do espectro diz mais sobre o autor do que sobre uma verdade propriamente dita.Há sempre de se duvidar dos portadores da "Verdade".
    Para finalizar, é interessante notar também como o autor fala sobre posições claramente a favor da vida como a proibição de drogas e do aborto. Há um componente moral encrustado na ideologia que não possui necessariamente justificativa lógica ou científica. Dizer que defender a legalização do aborto e de certas drogas seja uma postura claramente contra a vida é simplificar uma discussão muito complexa, que deveria ser resolvida em termos lógicos e científicos e não em termos religiosos e ideológicos.
    De uma forma ou de outra, é bom saber que há um contraponto ao esquerdismo disseminado na universidade. Quem sabe um dia apareça algo mais razoável?

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  6. Pedro Afonso,

    Só um pequeno esclarecimento: os governos militares não foram, sob nenhum aspecto, conservadores; sequer poderiam ser classificados de "direita", ainda que fossem claramente anti-comunistas.

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  7. Que tal mudar o nome para "JUVENTUDA AUTORITÁRIA E CONSERVADORA DA UNB"???
    POderia ser chamada também de ""JACU"", por que não???
    Nunca lí tanta babaquice e bobagem juntas em um só blog...

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    1. realmente tu és um arnesto analfabeto! va ler, te informar entre outras coisas sobre o ASSASSINATO DE 7 MILHÕES DE UCRANIANOS MORTOS DE FOME POR STALIN E SUA CURRIOLA!

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    2. Não vale à pena perder tempo com imbecís desses!Ele sempre usa as mesmas palavras para nos atacar e ofender : "Nunca lí tanta babaquice e bobagem juntas em um só blog", foram exatamente as mesmas palavras que esse idiota, o qual deveria está lá em cuba usufluindo do "grande conforto" para não dizer o contrário, que àquele regime comunista oferece, usou em uma postagem minha no site: militar.com

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  8. E fazia tempo que não entrava aqui um babaquinha babão que só sabe xingar sem argumentar. Obrigado pela visita. ;)

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  9. Felipe,

    O feed do Juventude Conservadora está inscrito no meu Reader há tempos. Acompanho todos os seus posts. Discordo, entretanto, de grande parte das suas opiniões, mas gosto de ter à minha volta uma pluralidade de partidos, em seu sentido mais puro. Além disso, sua retórica é impecável, o que deixa a leitura muito agradável. Isso não há como negar.

    Trago aqui uma observação: como leitor antigo, venho notando o crescimento de um certo radicalismo nas entrelinhas de seus textos. E às vezes até na sua forma mais crua.

    Acho que uma discussão saudável não deve ser passível de cegueira, que emerge em todo radicalismo, tornando-se por final, fundamentalista. É difícil colher bons frutos tomando uma posição assim, seja de direita ou de esquerda.

    Não deixe o Juventude Conservadora passar de crítico e inquietante 'cutucador de feridas' para mais uma página da blogosfera optante do antolhos. Dá-se a impressão que são postos por alguém. E acredito que que este não é um lugar mantido por patrocinadores, certo?

    Sem mais,

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  10. Sérgio,

    Radicalismo? Em quê?

    Graças as Deus, o blog da Juventude Conservadora da UnB está livre da radical opção pela água com açucar, típica dos cagões e ignorantes que não tomam posição com convicção e fundamentos intelectuais sólidos.

    Quem disse que posar de "equilibrado" é sempre sinal de maturidade? Normalmente, aliás, é sintoma notório de covardia, ou, na hipótese menos pior, inconsistência.

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  11. Desculpe, não sei se é por falta de intimidade com o blog, mas não consegui identificar o autor da brilhante matéria.
    Parabéns, meu jovem, você é uma vela acesa no fim do túnel, quebrando a tenebrosa escuridão que paira no ambiente da intelectualidade dos dias atuais.
    Sua história de vida é bem parecida com a do nosso mestre, o Prof. Olavo de Carvalho, fonte da qual eu também busquei e encontrei a explicação para minhas dúvidas, quando ruiu ante mim, toda uma farsa que eu, como a imensa maioria de nossa população engolira, após décadas de imersão da propaganda comunista, difundida com a ajuda da mídia abduzida.
    Você está absolutamente certo em toda a sua linha de raciocínio, dificilmente um professor seu poderia expor os fatos e a realidade, com tanta clarividência e simplicidade.
    É estarrecedor o fato que a Verdade é tão simples e tão pouca gente a consiga enxergar, a ponto de cultuar facínoras como Fidel Castro e Che Guevara, Lenin, Mao Tse Tung e tantos outr5os assassinos sanguinários que deixaram atrás de si, um rastro de mais de 100 milões de cadáveres; e dizer que lutam pela “liberdade” e uma “sociedade igualitária”.
    Os povos que acreditaram nessa balela comunista, tão logo implantado o regime, descobriram que acima dos “iguais”, criava-se a casta dos “mais iguais”, com poderes ilimitados, sobre a vida e a morte dos “iguais”.
    O interessante é que os intelectualóides abduzidos que ajudaram a subverter nossa cultura, como o “simpático Chico Buarque, cantem em verso e prosa as maravilhas da ilha-presídio de Fidel, mas passam suas férias em Paris; provavelmente nunca tenham colocado suas sapatilhas de cromo alemão em contato com as ruas fétidas de Cuba, com esgoto a céu aberto.
    Não se preocupe com os “xingamentos” dos idiotas úteis, pois os termos “reacionário”, “fascista”, defensor do “atraso” são sinal de sua baixa intelectualidade, uma vez que não sabem o que significam e apenas reproduzem, como bonecos ventríloquos.
    Não sabem que não há, no mundo, sistema mais “fascista” do que o regime comunista.
    Não sabem que “nazismo” é apenas uma vertente do mesmo “socialismo” de Karl Marx, com a única diferença de que este era “nacionalista” e o regime de Lenim é “internacionalista”.
    E, como petistas, provavelmente não conheçam o “nome completo” do Partido Nazista Alemão:
    “PARTIDO Nacional Socialista dos TRABALHADORES Alemães” (NSDAP)
    Quanto a “reacionários”, isso não nos deve causar vergonha, antes muito pelo contrário, pois REAGIMOS ante seus propósitos abjetos de escravizar a Nação, implantando uma ditadura comunista, como tentaram por três vezes e por três vezes foram derrotados, pelas Armas da Nação, daí sua ferocidade e sede de sangue, contra nossas Forças Armadas.
    Seus detratores podem ser simbolizados pelo comentário do anacreontes ArnestoApr 3, 2012 09:33 AM.
    São palavras de ordem que lhe enfiaram na cabeça e que não conseguem ser processadas por seu cérebro pobre de neurônios.
    Mais uma vez, parabéns e que Deus nos ajude que outros jovens encontrem em suas palavras, o “estalo” que você sentiu, para perceber o engodo em que acreditara,
    José

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  12. Excelente texto. Tomei a liberdade de republicá-lo.

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  13. Parabéns Felipe. Antes de encontrar o seu blog, pensava não existir desalienados na UnB. Um dia desses, uma amiga minha do curso de Assistência social foi chamada de "egoísta, individualista e classe dominante" por seus colegas de sala, por não concordar com a idéia que todos concordavam, agindo como o "Gado Uníssono". Tenha força e continue a promover a verdadeira "luta pacífica", onde não nos deixamos dobrar os joelhos diante de tanta mentira e devemos divulgar os verdadeiros fatos que a nossa história carregou.

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  14. Prezado Felipe Melo,
    Parabéns pelo texto, pela oportunidade e pela coragem de caminhar de forma clara e aberta contra essa corrente vermelha de socialistas desinformados e mal-intencionados. Ninguém em sã consciência defende tortura, maus tratos ou coisa que o valha, mas também não se pode dizer que o regime militar foi totalmente caracterizado por essas práticas. Não foi. O saldo do regime é extremamente positivo. Os governos subsequentes não conseguiram nem de longe a mesma eficiência de gestão, o mesmo desenvolvimento e a mesma satisfação social. Vale lembrar dois episódios: o Presidente Médici, durante seu governo, ao entrar no Maracanã em um jogo de futebol foi aplaudido de pé por cinco minutos ao ter sua presença anunciada. O Lula no mesmo estádio anos depois e na mesma situação de presidente foi flagorosamente vaiado. Outra: mesmo com toda a campanha mentirosa da mídia esquerdista contra os militares o Exército Brasileiro é a instituição que os brasileiros mais confiam, em constantes pesquisas anualmente realizadas. Isso sem fazer propaganda nem marketing institucional. A mesma imprensa deformada não divulga isto e morre de raiva.
    Saudações
    Eduardo Vieira
    ecvieira@hotmail.com
    P.S. Por favor, enviem um e-mail que eu possa encaminhar textos que tenho escrito ao Correio Brasiliense em contraposição às reportagens publicadas sobre a Revolução de 1964.

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  15. Senhor Felipe Melo, brilhante texto, somente empanado com poucas inverdades; uma delas sobre Golbery que na realidade foi um dos 'cérebros' para lançar LullaDaSsilva no campo político, idem Geisel, idem Jarbas Passarinho. Estes, lançaram não somente LullaMijjão, mas também seus futuros cumplices, Sarney & Canalheiros & Cia.

    Poucos sabem, e dos poucos que sabem, a maioria foge dessa constatação, verídica, de que durante o movimento de 64, facção militar já conspirava a favor do social comunismo, finalizando com a revolução, com o que de melhor apresentava o movimento. Poucos discorrem, talvez por conivência e cumplicidade em admitir publicamente que Geisel apoiou Cuba na campanha africana, ou seja, o gen. Geisel, Golbery e FFAA brasileira, apoiaram Cuba comunista na campanha africana. Isso tudo é histórico, verdadeiro e registrado. Espero que tenha a coragem para publicar estas verdades, que divulgo inclusive no Grupo Guararapes.

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    1. GRIFAO, agradeço o comentário e os reparos feitos ao texto. De fato, eu desconhecia essas informações que me forneceu.

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  16. Como sempre, os ex integrantes mais comprometidos de uma ideologia radical terminam por se tornar os mais comprometidos integrantes da ideologia oposta. Sua antiga submissão a um sistema de pensamento frágil deveria lhes deixar cautelosos em abraçar um novo, mas o que vemos é uma nova submissão ainda maior a outros sistemas de pensamento que tem como maior virtude apenas esconder melhor sua fragilidade.

    Como o próprio Olavo de Carvalho (que considero meu Anti-Mestre e leio há muitos anos) já delineou, uma ovelha não deixa de ser ovelha apenas por mudar de rebanho. E querendo ou não, o brilhantismo deste pensador é tal que terminou por pastorear uma nova e crescente manada reacionária que o segue, ofuscada pela luz e, mais uma vez, incapaz de enxergar por si própria.

    Assim não fosse, seus seguidores bem poderiam inspirar-se em um dos grandes pensadores por ele venerados, Aristóteles, e aprender deste a doutrina da mediania, para ao menos desconfiar que a verdade não pode estar num extremo ou outro.

    Estranhíssimo ouvir nos comentários que a Ditadura de 64 não era conservadora ou sequer de direita, para o qual bem que eu gostaria de uma explicação. Mas edificante ver que um dos seguidores do blog está preocupando como o crescente extremismo do autor.

    Eu gosto deste blog. Gosto do pensamento minoritário e mesmo radical, bem como da confrontação de idéias principalmente contra posições intelectuais hegemônicas. Mas me entristece ver um progressivo mergulho em níveis cada vez mais profundos de comprometimento com um sistema de pensamento já cristalizado, a ponto de absorver tudo o que dele provêm, praticamente nos mínimos detalhes, como se isso não fosse uma ameaça direta à individualidade.

    Como todos nós, também fui fortemente influenciado pelo pensamento de esquerda ao longo da vida. Também recebi o Manifesto Comunista de minha mãe (em plena ditadura) e cresci acreditando na superioridade moral da URSS endossada por um pai que, hoje sei, sabia muito menos do que sei hoje.

    Mas nunca fui tolo de me engajar em ações concretas porque sempre mantive a dúvida saudável, e sempre também procurei ler literatura contrária a minhas crenças. Ingressar na UnB, em 93, só reforçou meu incômodo com a esquerda radical, e por sorte o departamento de Filosofia tem um belo leque de diversidade de pensamento.

    Olavo de Carvalho é muito bom, mas também comete erros, e muitos! Submeter-se ao seu pensamento não é mais benéfico do que submeter-se à hegemonia esquerdista. Colha os bons frutos, mas não engula tudo.

    O que o faz estar tão certo de que sua vulnerabilidade a ideologias é coisa do passado?

    E sobretudo, livre-se do ódio, que embota a mente e tolhe o raciocínio. Este é o verdadeiro inimigo.

    Amigavelmente

    Marcus Valerio XR
    xr.pro.br

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