sábado, 10 de março de 2012

Nossa marcha rumo à morte

Caros leitores,

Recebi o pequeno relato abaixo de um grande amigo meu, que estuda na Universidade de Brasília e faz parte do movimento pró-vida da cidade. Não há dúvidas de que as “elites” burocráticas e intelectuais brasileiras estão mais e mais compromissadas com a revolução gramsciana, a engenharia social e a destruição de todos os valores que alicerçam nossa sociedade.

É profundamente preocupante ver como caminhamos, em ritmo intenso e a passos largos, rumo a um futuro sombrio. E é ainda mais preocupante (e decepcionante) ver como fogem de suas responsabilidades todos os que deveriam lutar até o fim contra essas ameaças. É dever premente de todos aqueles que reconhecem a gravidade real das ameaças cada vez mais abundantes ao espírito de nossa civilização fazer o que estiver ao seu alcance para interromper nossa marcha ensandecida rumo à barbárie e à morte.

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Estive presente no Senado Federal, juntamente com outros integrantes de movimentos pró-vida de todo o País, para participar da audiência pública do anteprojeto de reforma do Código Penal sobre os crimes contra a vida. Infelizmente, o que vimos nos causou tristeza e angústia por saber o nível de desfalecimento moral de nossos juristas – em especial, é claro, os que ali estavam presentes votando o anteprojeto. Presenciamos a total despreocupação com a vida humana por parte dos mesmos – exceto por um que, neste instante, merece ser mencionado: o digno Marcelo André de Azevedo, procurador do Estado de Goiás, que desde o principio mostrou clara posição e uma atitude de responsabilidade, consciência e compromisso com o povo brasileiro. Não anseio de modo algum promovê-lo, apenas devemos dar sempre nossos desejos de felicidades para aqueles que estão na luta pela verdade, pela justiça e pela dignidade humana desde o momento da concepção.

Imaginávamos que boa parte daqueles juristas haviam se dedicado, ainda que minimamente, a entender o que iriam fazer (e que, para infortúnio dos que lutam pela promoção da vida, fizeram). Mas, pelo que ocorreu, não vimos deles compromisso algum em (tentar) compreender as consequências das mudanças que fariam. Assistimos apenas a uma lamentável comédia de total despreocupação e irresponsabilidade com a dignidade da criança não nascida. Os juristas – como foi o caso do cínico Gilson Dipp, ministro do STJ – preocuparam-se apenas em fazer o que seus egos inflados ansiavam. Aprovou-se para o anteprojeto a seguinte mudança do texto: onde antes se lia que o aborto no caso de risco de vida da mulher é crime, mas não punido, passa agora, neste anteprojeto, a não mais ser tratado como crime. E, ainda pior, procedeu-se ao acréscimo de um inciso:

"IV - por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.”

 O relator, Luiz Carlos Gonçalves, obviamente não se esqueceu de dizer o quanto esta mudança está pautada na legislação internacional e numa tendência de ampliações dos casos legais de aborto: “Nossa proposta, que ainda vai passar por deliberação, avança no sentido de se preocupar com a saúde da mulher. Também estamos pautados na experiência de legislações internacionais.”

Aonde chegamos? É uma barbaridade o que estes assassinos insistem em legalizar. É horrível ver o rumo em que segue o direito brasileiro – já bastante indigno de ser chamado direito. E, pensando bem, para que servem aqueles que deveriam defender nossos direitos quando, voluntariamente, prestam-se ao lamentável papel de legalizar um crime?

Vida sim, aborto nunca!  É o que continuaremos a clamar por todos os cantos e recantos do Brasil, nas casas, nas escolas e nas igrejas, com nossos vizinhos e amigos e até mesmo junto àqueles que dedicam seu tempo a promover a morte. Continuaremos todos a rezar por aqueles que promovem a vida e pela conversão dos que persistem em impor uma cultura da morte. As bandeiras não devem ser arriadas. Não esqueçamos que ainda falta a votação dos senadores, que podem inverter esta história.

Devemos nos unir em prol da vida e do respeito à dignidade humana, desde o momento da concepção até a morte natural!


Pedro Augusto Fernandes, estudante de Letras da UnB e integrante do Movimento Pró-Vida de Brasília.

Um comentário:

  1. Rodrigo Moreira - BH27 de março de 2012 20:18

    http://www.portaldafamilia.org/artigos/texto065.shtml
    1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. "


    É um acordo internacional.

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