quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A USP e o nazismo estudantil

Adolf Hitler (1889 - 1945)
“Eu começo pelos jovens. Nós velhos já estamos gastos; mas meus magníficos jovens! Existem jovens mais valiosos em qualquer lugar do mundo? Olhem para todos estes homens e meninos! Que material! Juntos, podemos fazer um novo mundo.” Essas palavras inspiradoras foram ditas por Adolf Hitler em uma carta à juventude alemã instando-a a ingressar nas fileiras da Juventude Hitlerista (Hitlerjugend). Quase três quartos de século depois, a pura essência do modus operandi e do modus pensandi nazistas pode ser encontrada na longínqua Terra Brasilis.

Ontem, dia 1º de novembro, cerca de 300 alunos da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um protesto contra a infame invasão do prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) daquela universidade, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. O protesto serviu para dar voz ao que a esmagadora maioria da comunidade universitária da USP quer: policiamento constante na Cidade Universitária. O assassinato covarde de Felipe Ramos Paiva, executado no dia 18 de maio no estacionamento da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) durante uma tentativa de assalto, ainda está bem fresca na memória de todos.

Protesto contra a invasão da FFLCH e a favor da PM. Fonte: Estadão.

Protesto contra a invasão da FFLCH e a favor da PM. Fonte: Folha de S. Paulo.

Algumas horas depois do protesto, ocorreu uma assembléia estudantil no edifício invadido. Após cinco horas de deliberação, foi realizada uma votação para decidir sobre a desocupação do prédio. Com 559 votos a favor e 458 contra, a desocupação do edifício foi decidida democraticamente – ao contrário da própria invasão, que ocorreu de maneira completamente intempestiva e autoritária. Para qualquer pessoa, isso soaria como uma verdadeira vitória da democracia dentro do próprio seio estudantil. Ledo engano.

Com a votação da desocupação do prédio administrativo da FFLCH, a assembléia foi esvaziada. Foi esse o momento propício em que um grupelho de radicais, não mais do que 100 pessoas, resolveu fazer sua própria assembléia e aprovou a invasão da reitoria da USP. Armando-se com paus, cavaletes e pedras enquanto se dirigiam ao edifício, arrebentaram o portão dos fundos da sede administrativa e ocuparam o prédio.

Barricada feita pelos invasores da reitoria da USP. Fonte: Folha de S. Paulo.

Os invasores também fizeram barricadas na rua que dá acesso ao edifício. Os manifestantes lançaram a seguinte nota:
NOTA SOBRE A OCUPAÇÃO DA REITORIA DA USP 01/11/2011

Na noite da última terça-feira, dia 01/11, a assembleia geral dos estudantes da USP deliberou por ampla maioria ocupar o prédio da  reitoria da universidade. Esta ocupação é uma continuidade da ocupação da administração da FFLCH, que será desocupada conforme deliberado no início da assembleia.

Entendemos que nossa luta está ligada com algo que ocorre em toda a universidade. Por isso, exigimos que o reitor João Grandino Rodas se pronuncie e atenda às nossas reivindicações.

Continuaremos a luta contra a repressão e mantemos, portanto, os eixos centrais do movimento:

- Revogação do convênio PM-USP! Fora PM!
- Revogação de todos os processos contra estudantes, professores e funcionários!

Esclarecimento: Durante a votação da segunda proposta da assembleia, a presidência da mesa declarou que o fórum estava encerrado sem consultar o plenário e abandonou a mesa mesmo com o pedido de continuidade por parte dos estudantes. Porém, a assembleia não se dissolveu. Centenas de estudantes continuaram a assembleia e elegeram uma nova presidência da mesa que encaminhou as demais propostas que haviam sido feitas, como a ocupação da reitoria.
 A referência a Hitler no começo do texto não é uma mera hipérbole. De fato, o comportamento desses invasores é paradigmaticamente idêntico ao comportamento da Sturmabteilung (SA), a tropa de choque do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães – também conhecidos como camisas-pardas. O que esses delinqüentes demonstram com esse comportamento totalitário é sua completa falta de consideração ou respeito não apenas pelos anseios reais de toda a comunidade uspiana, mas pelos fundamentos mais básicos da democracia: liberdade e tolerância.

Símbolo da Sturmabteilung.

A polícia não é um mero “aparato de repressão do Estado”, como diria Althusser: a polícia é o órgão fundamental do Estado para proteger as liberdades individuais e fazer cumprir a lei. Ao contrário do que querem pensar os fascistas universitários, tanto da USP quanto da UnB, os campi não são realidades separadas das cidades nas quais se inserem, muito menos são mundos extra-planares nos quais a legislação deve, necessariamente, ser relativizada e ignorada.

Está na hora de os estudantes de verdade da USP levantarem sua voz contra esses desmandos totalitários e combaterem os arrivistas de plantão que, seqüestrando para si o título de representantes dos uspianos, ameaçam a segurança e a liberdade de todos. Como eternizou Thomas Jefferson: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”.

10 comentários:

  1. Eu só me perfunto porque ainda não botaram a ROTA para expulsar esse bando de bandido de lá na base do cacetete e gás lacrimogêneo. E também porque não expulsam esses maconheiros e deixam os lugares para pessoas que realmente querem estudar.

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  2. A SA foi substituido pela SS,e os estudantes não eram neonazistas eram anarquistas comunistas.Se informe mais, exclua este blog.

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  3. Anônimo, se você não conseguiu compreender a associação de comportamento e ideias, então sugiro que volte para o primário. Obrigado pela visita, de qualquer forma.

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  4. "A SA foi substituido pela SS,e os estudantes não eram neonazistas eram anarquistas comunistas.Se informe mais, exclua este blog."

    Cacilds, como você aceita um comentário desses. Pode isso, Arnaldo?

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  5. Repito:
    Nazistas: mundo melhor = fim das raças inferiores;
    Comunistas: mundo melhor = fim da burguesia.

    A mecânica é a mesma.

    Vão cagar.

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  6. Olha, realmente seu texto é muito ruim, mal embasado. Você precisa sair de trás do computador, ver e ouvir os fatos (se é que a idéia for não distorcer nada). Se basear nesses jornais pra escrever qualquer coisas é muito amador.

    E mais amador ainda é tentar fazer comparações ridículas e infundadas. Sério, sem querer ofender: vc precisa estudar mais.

    Pelo menos, você iria defender a "sua sociedade ideal" baseada na "Casa Grande & Senzala" de forma menos patética.

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  7. paulicéia e sua revolta das marmitas.

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  8. Os estudantes são todos anarcos-comunistas,o que tem haver com nazismo??

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  9. O comportamento, Anônimo das 14:32.

    Os integrantes da Sturmabtleilung se valiam da mesma tática que se viu na invasão à reitoria da USP: manipulação de assembléias e táticas violentas. Até mesmo o DCE da USP, controlado pelo PSOL, condenou a invasão.

    Outra coisa: anarco-comunista é uma contradição em termos. Não é possível ser anarquista e comunista simultaneamente. E se alguém se diz isso, é porque não sabe absolutamente nada nem de um, nem do outro.

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  10. Aline - Estudante de Pós Graduação da EESC/USP5 de novembro de 2011 14:30

    E não precisa analisar a fundo o movimento, para ver que esses estudantes estão sendo instrumentos do sindicato da Usp. O que o presidente do sindicato faz no meio da manifestação?? Infelizmente, somos obrigados a lidar com esse tipo de "estudante" que suja o nome da universidade. Sou a favor da policia no campus sim!! Só quem sofreu a violência de ter uma arma apontada para o peito sabe a importância da PM.

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