terça-feira, 25 de outubro de 2011

O PT na coleira da Alemanha

Victor Fernandes
CONS Paraná


Muito tem sido dito a respeito das fontes de financiamento pouco ortodoxas do Partido dos Trabalhadores (PT). Esquemas de corrupção lamentavelmente já são corriqueiros nos noticiários. Quadrilheiros notórios empalmam o mando nos ministérios. O patrimônio público é usado sem pudor para finalidades estritamente pessoais dos que participam do círculo íntimo dos governantes. As autoridades federais imperialmente outorgam-se privilégios absurdos sem o menor constrangimento.

No entanto, muitos ignoram que a voracidade cleptocrática do PT sobre o Estado brasileiro não se contenta nem mesmo com o gigantesco butim que arranca do Erário cotidianamente. O Partido-Príncipe de modo contínuo se socorre em multimilionárias fundações estrangeiras, colocando-se na dependência direta de poderes transnacionais que trabalham para o fim das soberanias dos Estados-nações, erguidos a custa de muito suor e muito sangue de nossos bravos antepassados.

Agindo conforme essa prática, o PT não se fez de rogado e procurou o Friedrich Ebert Stiftung (FES, outrora ILDES), que municiou com conhecimentos técnicos de ativismo político uma plêiade de organizações esquerdistas que gravitam em torno da sigla, os quais lhes permitiram seqüestrar a máquina estatal em detrimento dos cidadãos e em benefício dos militantes que rezam segundo a cartilha do internacionalismo de esquerda. Como o dinheiro que sustentou esses esforços de adestramento dos revolucionários nativos veio dos cofres do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, não há exagero algum em se afirmar que a holding PT - CUT - Fundação Perseu Abramo tem um governo estrangeiro entre seus acionistas.

Sabendo-se que há leitores mais incrédulos, convém deixar aqui a confissão de petistas graduados acerca da influência da ILDES/FES na organização e na manutenção do PT e suas organizações-simbiontes. O vídeo a seguir dissipa quaisquer dúvidas porventura existentes acerca de tudo que foi dito neste post até agora:


4 comentários:

  1. Comecei a ler este blog há algumas semanas e o que tenho encontrado por aqui me fez repensar sobre muitas coisas. Não posso negar que os argumentos aqui utilizados são sempre sensatos, porém, é certo que deixam algumas lacunas e, naturalmente, deixam dúvidas para os leitores como eu(Isso você pode entender por estudante do ensino médio). Por exemplo, se ser de direita é ser conservador, eu não posso ser de direita porque sou atéia? Se o presidente do Brasil hoje fosse de um partido de direita(não extrema) não seria aprovada a lei que permite união estável entre homossexuais?

    "Nesse quadro, a direita, como tal, não existe mais. Os ideais que a caracterizavam são cada vez mais criminalizados como extremismo, espalhando entre os políticos o medo de encarná-los em público, para não ser tachados de golpistas, racistas, nazistas, o diabo."

    Li este texto de Olavo de Carvalho que vocês publicaram aqui. Acho mesmo que expressões usadas para agredi-los como nazistas ou fascistas seja um grande equívoco. Mas porque ele fala em racista? Conservadores são racistas ou esta também é mais uma "intriga da oposição"?

    Tenho me identificado com a política conservadora, mas sempre tenho a impressão que este termo vai muito além da política.

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  2. Brisa,

    Primeiramente, gostaria de agradecer sua assiduidade aqui no blog. É bacana saber que os textos aqui postados são lidos constantemente, e não apenas de vez em quando, pelas pessoas. Em segundo lugar, gostaria de responder suas indagações:

    1) Ser de direita e ser conservador é a mesma coisa?

    Não. O espectro político identificado como "direita" é bastante amplo e envolve correntes político-filosóficas que, em muitos aspectos, não inconciliáveis. Grosso modo, as correntes políticas de direita são o Liberalismo (no sentido clássico), o Conservadorismo, o Libertarianismo (uma versão mais radical do Liberalismo) e até mesmo uma coisa chamada Anarcocapitalismo (que, na minha opinião, não faz muito sentido). Assim sendo, ser conservador (no sentido da teoria política) significa ser de "direita", mas ser de "direita" não significa necessariamente ser conservador.

    2) Ateus podem ser conservadores?

    Esse é um ponto de muita polêmica dentro do próprio seio da doutrina conservadora. Há tanto argumentos contrários a essa ideia como favoráveis a isso, e eles entram em profundidade nos complexos meandros filosóficos que compõem o que se convencionou chamar de Conservadorismo. No texto "Conservative Atheists" (http://richarddawkins.net/articles/519?page=1#17498), Heather Mac Donald diz que:

    "Ateus e agnósticos conservadores sustentam os valores americanos tradicionais. Eles acreditam que responsabilidade pessoal, auto-suficiência e adiamento de recompensas são as virtudes fundamentais de uma sociedade próspera. Eles veem o matrimônio entre homem e mulher como a maneira mais certa para se ter crianças centradas e que respeitam a lei. Eles deploram as intromissões do estado de bem-estar em assuntos melhor tratados pela iniciativa privada."

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  3. 3) Se o presidente do Brasil hoje fosse de um partido de direita (não extrema) não seria aprovada a lei que permite união estável entre homossexuais?

    No caso do reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo, o Executivo e o Legislativo brasileiros foram sumariamente afastados da discussão pelo STF, que, numa clara violação do princípio da separação de poderes, decidiu legislar sobre o assunto. Assim, mesmo que tivéssemos um presidente de "direita" (ou, mais especificamente, conservador), isso seria irrelevante.

    Outra coisa digna de nota é que o presidente só tem amplos poderes para determinar unilateralmente que algo seja ou não seja feito em um governo de caráter ditatorial. No Brasil, ainda gozamos de um regime democrático, ainda que frágil e sob constante ataque dos totalitários de plantão.

    4) Conservadores são racistas ou esta também é mais uma "intriga da oposição"?

    Quando se diz a palavra "conservador", a imagem que normalmente as pessoas formam é o estereótipo de um membro da Ku Klux Klan ou de um senhor de escravos: branco, olhos azuis, extremamente religioso e que acha que discrimina mulheres, não-brancos (negros, asiáticos, indígenas, etc.) e não-cristãos. Essa visão de um "conservador" clássico tem sido deliberadamente ensinada para as pessoas ao longo de décadas não apenas no Brasil, mas em toda a civilização ocidental.

    Há uma diferença muito grande entre dizer que existem conservadores racistas e dizer que o racismo faz parte do Conservadorismo. Existem conservadores que são racistas? Sim. O racismo faz parte do Conservadorismo? Não. E a razão para esta negativa está nos fundamentos da doutrina conservadora. O Conservadorismo é avesso a todo tipo de coletivismo; o ideário conservador não admite a ideia de que características sociais, culturais ou biológicas impliquem uma uniformidade inescapável, como se as pessoas fossem tão-somente agentes passivos e não possuíssem individualidade ou livre-arbítrio. O racismo é, por definição, uma ideia coletivista -- ela enxerga que pessoas de uma determinada "raça" são todas exatamente iguais apenas por pertencerem àquela categoria.

    Uma coisa é certa: o Conservadorismo não se limita apenas à visão política. Ele envolve conceitos e ideias sociais, econômicos, filosóficos e culturais. Recomendo que você procure textos que a auxiliem na compreensão do que vem a ser o Conservadorismo, suas bases e sua evolução ao longo do tempo para que você tenha uma noção da magnitude das ideias que sustentam essa visão de mundo. Para começar seus estudos, eu indico um texto excelente do grande autor conservador Russell Kirk intitulado "Dez Princípios Conservadores" (http://unbconservadora.blogspot.com/2010/09/dez-principios-conservadores.html). Caso você encontre dificuldades em seus estudos e precise de alguma orientação, pode entrar em contato através do e-mail unbconservadora@gmail.com.

    Abraços!

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  4. Brisa, que bela surpresa saber que alguém que compõe o contingente do ensino médio lê o blog e tem essas dúvidas, que são não apenas raras mas também valiosas para estudantes de qualquer tipo e que normalmente só começam a aparecer durante o curso superior.

    Continue por esse caminho, leia e pergunte! Queria eu que, no Brasil, houvesse mais meia dúzia de gente como você!

    Conheço muitos ateus que tem o pensamento, este sincero, completamente conservador. Eu mesmo não sou cristão e me vejo como um conservador. Suas ações e pensamentos são o que valem, norteados por religião ou não.

    Agora um comentário: "tenho a impressão que este termo vai muito além da política. "

    Se você parar para pensar, qualquer pensamento político sincero vai além da política, já que nasce fora dela; a visão política de uma pessoa -- pode-se dizer --, é a manifestação política do caráter individual.

    Bonito, não?

    Meus cumprimentos.

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