terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dinheiro na mão é vendaval...

O anúncio do governo federal do corte nas verbas na educação atemorizou muita gente. E, como todos sabem, em época de arrocho, os cintos devem ser apertados para que se consiga trabalhar com verba reduzida. Assim sendo, o anúncio deveria ter inspirado cautela nos gestores financeiros das universidades, exigindo que projetos e despesas fossem analisados de maneira mais criteriosa para que a liberação de verbas não deixasse áreas essenciais da universidade desfalcadas.

Ma, pelo visto, a Universidade de Brasília é imune a isso. A figura mítica, legendária, inefável do Bananífico Magnífico Reitor José Geraldo, cacique da exótica tribo dos tupi-lyristas e Grande Timoneiro da UnB, certamente deve também estar imbuída de poderes cósmicos e fenomenais fortes o suficiente para conferir à universidade total imunidade a esses problemas de ordem inferior. Não é à toa que estamos alugando ônibus por um período de um ano ao preço de compra veículos novinhos em folha. A informação está disponível no site do Cláudio Humberto (print abaixo).


A empresa em questão, Moura Transportes Ltda., já é bem conhecida da Câmara Legislativa do Distrito Federal, especialmente a CPI da Educação. O relatório final da referida CPI apontou que a empresa Moura Transportes Ltda. firmou, com a Secretária de Educação do Distrito Federal, (então comandada pela deputada cassada Eurides Brito) contrato superfaturado de transporte de alunos da rede pública de ensino. O prejuízo aos cofres públicos gira em torno de R$ 2,0 milhões. Na seção "8.8. DOS INDICIAMENTOS RECOMENDADOS", diz o relatório final sobre a empresa Moura Transportes Ltda. (p. 140):
21) GERALDO ALVES DE MOURA e CELSO ALVES DE MOURA, sócios proprietários da empresa MOURA TRANSPORTES LTDA., responsáveis por:

a) fraudar licitação através de combinação com outros concorrentes (itens 3.1.2, 3.1.4 e 7.2);

b) executar de modo fraudulento os Contratos nºs 87/2001, 88/2001 e 08/2004 (itens 3.2.2, 3.2.3 e 3.3.1);

c) ocultar e/ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente de crime contra a Administração Pública e/ou contra o sistema financeiro nacional (crime de lavagem de dinheiro) (item 7.1).

Diante das condutas acima descritas esta CPI recomenda o indiciamento dos Srs. GERALDO ALVES DE MOURA e CELSO ALVES DE MOURA como beneficiários da prática dos crimes tipificados nos artigos 10 e 11 da Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa); pela prática dos crimes tipificados nos artigos 90, 92, 93, e 95 da Lei 8.666/93 (Lei das Licitações); pela prática do crime previsto no art. 333 (corrupção ativa) do Código Penal Brasileiro e pela prática de crime de lavagem de dinheiro previsto no artigo 1º da Lei nº 9.613/98.
 Mais uma vez, a Universidade de Brasília se vê envolvida com uma empresa com fortíssimas suspeitas de envolvimento com desvio de dinheiro, superfaturamento e corrupção.

Até quando?

3 comentários:

  1. Hm, grade timoneiro... ateh q eh bonitinhu
    bjx

    ResponderExcluir
  2. http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5770

    ResponderExcluir

Antes de comentar, leia a política de comentários do blog. E lembre-se: o anonimato é, muitas vezes, o refúgio dos canalhas.