terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nomes que nos inspiram

Há algum tempo, como já devem ter notado, resolvemos mudar um pouco o layout do blog para que ficasse um pouco mais personalizado. Na barra do topo, colocamos algumas figuras que certamente servem como inspiração para muitas das nossas ideias. Muitos dos rostos acima não são conhecidos. Atendendo a pedidos, esse post terá como objetivo falar um pouco mais sobre quem são essas pessoas.

Adam Smith (1723 - 1790) - Considerado o pai da Economia moderna, o escocês Adam Smith é um dos maiores teóricos do liberalismo econômico. Sua obra mais importante e conhecida é "A Riqueza das Nações" (ou "Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações", de 1776). Outro livro de destaque deste economista e filósofo é "Teoria dos Sentimentos Morais" (1759), primeira obra de Smith.

Alexis Henri Charles Clérel, Visconde de Tocqueville (1805 - 1859) - Mais conhecido como Alexis de Tocqueville, foi historiador, escritor e pensador político. Escreveu "Da Democracia na América" (1835), um clássico da teoria política que trata do sistema político dos Estados Unidos durante a presidência de Andrew Jackson, e "O Antigo Regime e a Revolução" (1856), que trata da França pré-revolucionária, bem como as causas e as consequências da Revolução de 1789.

Edmund Burke (1729 - 1797) - Reconhecido como o pai do Conservadorismo moderno, Burke foi um ardoroso defensor da Revolução Americana de 1776, bem como um crítico contumaz da Revolução Francesa. Uma de suas obras mais conhecidas é "Reflexões sobre a Revolução em França" (1790), obra que tem por objetivo esmiuçar as bases do movimento revolucionário francês e atacá-lo.

Claude Frédéric Bastiat (1801 - 1850) - Um dos grandes expoentes da Economia liberal clássica, o legado de Bastiat ainda está bastante vivo no pensamento econômico, como na Escola Austríaca. Seus ensaios econômicos atacaram práticas econômicas que são erroneamente tomadas como benéficas para a sociedade, como o protecionismo e a expansão de gastos públicos com a justificativa de garantir emprego e renda. Também tratou de temas político-filosóficos, como na obra "A Lei" (1850).

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (1849 - 1910) - Político, diplomata, historiador, jurista e jornalista brasileiro, Joaquim Nabuco é um dos grandes vultos da história nacional. Participou da fundação da Academia Brasileira de Letras, e foi um dos maiores defensores da causa abolicionista. Publicou, dentre outras obras, os livros "O Abolicionismo" (1883) e "Minha Formação" (1900), esta de cunho autobiográfico. Foi amigo pessoal de Rui Barbosa.

Rui Barbosa de Oliveira (1849 - 1923) - Conhecido pela alcunha de "O Águia de Haia", foi jurista, político, diplomata, escritor, filólogo e tradutor, sendo também conhecido como um orador hábil. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Machado de Assis na presidência da entidade no ano de 1908. Sua obra mais conhecida é, certamente, "Oração aos Moços" (1920), discurso que escreveu aos formandos da turma de 1920 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, da qual era paraninfo.

Eric Herman Wilhelm Voegelin (1901 - 1985) - Filósofo e cientista político alemão, Voegelin é considerado “um dos mais distintos intérpretes das correntes não liberais do pensamento europeu”, de acordo com a American Political Science Review. Foi um dos grandes críticos do chamado pós-modernismo, e influenciou o pensamento conservador contemporâneo -- sobretudo com a obra "A Nova Ciência da Política" (1952).

Ayn Rand (1905 - 1982) - Nascida na Rússia czarista, Alisa Zinov'yevna Rosenbaum fugiu para os Estados Unidos em 1926 para escapar da perseguição do governo comunista soviético. Escreveu peças de teatro para a Broadway e desenvolveu uma escola filosófica chamada Objetivismo. Sua obra mais famosa, "A Revolta de Atlas" (1957), lançou as bases da filosofia objetivista. Apesar de ter sido libertária, e não conservadora, sua defesa das liberdades individuais, da propriedade privada e da livre iniciativa. Outra obra que merece atenção é "A Virtude do Egoísmo" (1964).

Ludwig Heinrich Edler von Mises (1881 - 1973) - Economista, historiador e filósofo austríaco, foi um dos fundadores da Escola Austríaca de Economia e da Sociedade de Mont Pelerin. Dedicou-se a analisar aspectos econômicos das sociedades modernas sob o prisma do liberalismo clássico, bem como destrinchar as origens e as manifestações de ideologias totalitárias. Dentre suas obras mais famosa estão "Ação Humana" (1949), considerada sua magnum opus, e "As Seis Lições" (1979), fruto de um ciclo de palestras que proferiu na Argentina em 1959.

Russell Kirk (1918 - 1994) - Responsável por organizar metodologicamente o pensamento conservador pós-Segunda Guerra, Kirk foi um notório historiador, crítico literário e teórico político norte-americano. Sua obra fundamental é "The Conservative Mind" (1953), que analisa a evolução o histórica do Conservadorismo desde Edmund Burke até o século XX. Um de seus textos mais simples e eloquentes sobre a essência do pensamento conservador chama-se "Dez Princípios Conservadores" (extraído da obra "The Politics of Prudence", de 1993).

Friedrich August von Hayek (1899 - 1992) - Um dos mais importantes discípulos de Mises, Hayek foi um filósofo e economista austríaco de grande renome. Vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 1974, suas obras dedicaram-se a defender o livre mercado e a combater ideologias totalitárias e coletivistas. Junto com Mises e outros intelectuais, fundou a Sociedade de Mont Pelerin. Sua obra mais importante é, certamente, "O Caminho da Servidão" (1944). Em 1981, Hayek fez uma palestra na Universidade de Brasília.

Olavo de Carvalho (1947 -) - Ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho mora atualmente nos Estados Unidos e coordena um seminário de filosofia on-line que conta com mais de 4 mil alunos. Seus textos filosóficos e políticos enfatizam "a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia 'científica'". Suas obras mais importantes são "O Jardim das Aflições" (1995), "Aristóteles em Nova Perspectiva" (1996) e "O Imbecil Coletivo" (1996).

17 comentários:

  1. Tá faltando o Plínio Salgado aí, não está?

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  2. Seria também ótimo dois grandes brasileiros: Gustavo Corção e Plínio Corrêa de Oliveira

    Jefferson Nóbrega

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  3. Ayn Rand, Hayek , Mises e Adam Smith, que decepção..

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    1. Discorda pois é algo qualquer, menos conservador.

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  4. O que há de conservador em Ayn Rand?
    Adam Smith e Mises são liberais, a sociedade de consumo que deprava a cabeça da nossa juventude são criações deles.

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    1. Defina "sociedade de consumo", por favor. Esse tipo de frase generalizante somente tem apelo emocional. Ela apenas ativa idéias preconcebidas ao invés de ser minimamente auto-explicativa. Você sabia que toda a 'sociedade' precisa fazer uso do 'consumo' de comida para subsistir? Seria isso uma depravação?

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  5. Você entendeu o que quis dizer com sociedade de consumo, me refiro a sociedade imediatista e hedonista em que vivemos, cujo os valores como Deus, família, respeito e dignidade são trocados por prazeres mundanos e materialistas breves. Indico 'Admirável mundo novo', que concerteza já deve ter lido/assistido.

    Todavia o próprio Olavo de Carvalho ( que é citado aqui), diz ser contra o liberalismo/libertarianismo, dado que não existindo acordos econômicos nacionais, se expande para acordos internacionais, do qual, evidentemente a elite globalista se interessa, e com essas sanções vem outros acordos, tão tenebrosos quanto.

    Assim como o Olavo, não sou contra o livre-comércio, todavia sou contra a ideia de que libertarianismo/liberalismo possa ser útil ou até se enquadre no perfil 'conservador'. Dado que esses grupos são os que mais incentivam - ao lado dos esquerdistas - práticas, que vão contra a conservação dos nossos valores.

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    1. Realmente, no início do Século XX os liberais eram considerados adversários dos republicanos, estes sim, considerados conservadores. Nos EUA os liberais ainda são considerados os "progressistas". No Brasil a última expressão partidária conservadora findou-se em meados da década de 1980. De lá para cá temos de centro-esquerda para mais à esquerda. Está para renascer uma que se declare e se registre publicamente como direitista, conservadora, tradicionalista e... sim, reacionária, por que não? Mesmo que não seja "politicamente correto", como dizem os esquerdistas (em tempos conservadores a expressão era "maria-vai-com-as-outras", ou seja, sem personalidade própria, manipulável).
      Ass: um direitista, conservador, tradicionalista, reacionário, católico-apostólico-romano (e não ceenebebista), Newton Leone, sem anonimato e sem uso de iniciais ou codinomes. E tem mais: gostei de ver que dentro da velha UNB tem juventude conservadora.

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  6. Os libertários abriram a mente de gerações para a atualização do liberalismo econômico. O próprio olavo inclui Mises como "inspiração" na sua página pessoal.

    Apesar de progressistas, libertários são bons aliados dos conservadores atualmente, por se oporem ao esquerdismo.

    Eu pessoalmente acho que o libertário defende, de forma geral, o mesmo que um conservador, mas desenvolve suas opiniões muito mais baseados na economia e sem um apego as boas obras que vem sendo construídas para garantir verdadeiramente a liberdade, aquelas que só a experiencia, e não a teoria (como eles pensam), trazem. Por exemplo, eles não se apegam aos valores morais, por que passam por cima disso, e esse é o erro progressista que devemos estar atentos.

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  7. Isto mesmo Renan, este é meu ponto de vista também.
    Não estamos em condições de nos tornamos inimigos, eu particularmente não gosto da idéia de libertarialismo e liberalismo em excesso, porém é extremaente possível trabalhar com eles, no combate ao comunismo.

    Só creio ser contraditório ser uma ' Juventude Conservadora ' , é ter como baluarte libertários e anarco-libertários.

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    1. Mas sendo estes nosso apoio para defender liberalismo econômico, parece justo.

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  8. Não seria o caso de D. Pedro II, como o maior e melhor estadista brasileiro, constar na lista também?

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  9. Vocês proclamam ser inspirados por Olavo de Carvalho, Um sujeito que já escreveu artigos defendendo até o Coronel Ustra, primeiro milico declarado torturador pela justica brasileira. Agora entendi a que vcs vieram.

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  10. É triste não ser de esquerda e ser incluído pelos menos cuidadosos num balaio tipo o deste grupelho aqui. Aliás, vcs gostam muito do WND e do Olavo (parece que publicam e traduzem basicamente material divulgado ou publicado por estes bastiões da loucura conservadora). Ilumine estes sudras com síndrome de kshatrias, Krishna!

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  11. Gustavo Corção não pode faltar, assim como o filósofo brasileiro Mário Ferreira dos Santos.

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    1. É verdade, eles também são inspiração para nós. Aliás, Corção está na barra do blog: é a foto na quina superior esquerda. :)

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