sábado, 9 de julho de 2011

A Ética do Professor Jornalista

Prof. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB.


Quando alguns jornalistas têm a reputação de alguns advogados – de que são capazes de vender a própria mãe e entregar a boa senhora no prazo, por uma ação, por uma oportunidade de trabalho – devemos fazer a defesa do jornalismo ético e independente. Ou não?

O jornalista-chefe da Secretaria de Comunicação da Universidade de Brasília, o professor Luiz Gonzaga Motta, deu uma lição de ética no seu artigo “AGENDAR UMA PAUTA E CORRER PARA CONFIRMAR” desta semana (4 de julho de 2011) no colega jornalista Gustavo Ribeiro (“jovem repórter”), que escreveu a reportagem da VEJA sobre o Madraçal.

O velho jornalista sai a campo para desmoralizar o novo jornalista, mas em causa própria, fazendo a advocacia de seu patrão, o Reitor da UnB (“se há algo que excede hoje na Universidade de Brasília é liberdade”).

Seu jornalismo é mesmo o da desmoralização dos colegas. Parte para os professores que depuseram nessa reportagem denunciando o clima de perseguição que sofrem na UnB, o uso da UnB por lobbyes imobiliários, a “Ciência dos Amigos” que bloqueia com selvageria a crítica adversa, sobretudo na área de urbanismo.

É nesse ataque desmoralizante aos professores que o grande professor de ética Luiz Gonzaga Motta comete seu grande erro. Diz que um “outro docente citado tem vários processos no Conselho de Ética movidos pelos seus próprios colegas”.

As informações relativas aos processos éticos, professor Motta, são SIGILOSAS. Como o Sr. sabe que há processos contra ESTE OU AQUELE PROFESSOR, movido por ESTA OU AQUELA INSTÂNCIA? Essas duas “coordenadas” de um processo ético são SIGILOSAS. Isso, professor, não é fofoca, é a ética da sua Reitoria.

Há uma terceira coordenada que é ainda mais preocupante: Luiz Gonzaga Motta afirma, na seqüência, que esses processos éticos “nada têm a ver com a Reitoria”.

Como esse senhor pode saber disso? Para afirmar peremptoriamente que PROCESSOS (no plural) têm este ou aquele conteúdo é necessário CONHECER SEU CONTEÚDO.

Tudo leva a crer que o sigilo dos processos éticos foi quebrado pela Reitoria (que abriga a Comissão de Ética da UnB), e o ético Gonzaga Motta teve assim as informações para fazer sombriamente, em seu artigo, introdutoriamente, citações constrangedoras. Isso, sim, é falta de ética, que beira a criminalidade.

Desrespeitaram a Lei do Servidor Público, em nome da qual essa famigerada Comissão de Ética foi criada - como um instrumento de perseguição dos docentes que, como eu, criticam a República dos Amigos, a grande máfia em que se transformou a Universidade de Brasília, graças à coligação desses professores tão éticos que a dirigem. Comissão de Ética criada sem funcionáros, sem representativade de servidores, com amigos fiéis do grande Senador Cristovam. Comissão feita para o grande "abafa" do escândalo da queda de Mulholland.

Pior, as TRÊS coordenadas detidas pelo ético Motta são apenas indicadores de mais munição: reconheço a AMEAÇA do uso de mais informações sigilosas, em nome da defesa da “Homeland”, da UnB-do-Zé. E é uma ameaça oficial, feita por um dirigente universitário, visceralmente ligado ao Reitor José Geraldo. Há aí uma quebra da Ética e da Lei, evidente.

Essa atitude do prof. Gonzaga Motta lembra a do Sr. Palocci, quando Ministro da Fazenda, dirigente público, teve acesso aos dados bancários e sigilosos de um caseiro, para desmoralizá-lo. É o PT dos aloprados no poder: não há sigilo se não houver submissão total. Cala a boca!!!

Se o prof. Gonzaga Motta entendesse a lição de ética que tentou dar ao jornalista Gustavo Ribeiro, seria também honesto ao ponto de dizer que TODOS OS PROCESSOS ÉTICOS MANTIDOS CONTRA MIM FORAM REMOVIDOS, por iniciativa da Direção da FAUUnB, em acordo promovido pela Comissão de Ética – dado que eu movia um número igual de processos contra aquela Direção. A Comissão de Ética, diante do Madraçal, foi honesta e pediu PAZ. Somente a retirada dos processos, no meu caso, foi mantida em sigilo? Ah, não vale a pena falar disso.

A PAZ foi obtida, gratuitamente, de forma generosa e direta. No meu caso, abdiquei de processar a Direção da minha Faculdade simplesmente porque eu SOMENTE DESEJO O DIÁLOGO CARA A CARA, coisa de gente que tem vergonha na cara. Diálogo cara a cara, e não essa coisa sórdida promovida por maus professores, movidos a processos covardes. A Direção da FAU se recusava ao diálogo e promovia a perseguição. Seus efeitos, contudo, permanecem.

E agora, Luiz Gonzaga Motta?

Como explica essas três coordenadas privilegiadas sobre os PROCESSOS ÉTICO-DISCIPLINARES sob a guarda da sua Reitoria, ao seu alcance, Sr. Goebbels do Cerrado? Como pode saber disso, um jornalista do sr. Reitor?

Qual a diferença entre um professor de ética e um canalha, professor? Certamente o canalha usa a ética para finalidades anti-éticas, usa a sua função pública para a ameaça e perseguição de seus críticos e opositores, mas se envolve, miseravelmente, na bandeira da Instituição e da Ética.

Não tenho dúvidas em afirmar que o Sr., professor Luiz Gonzaga Motta, somente detém essas TRÊS COORDENADAS porque o sigilo dos processos ético-disciplinares sob a guarda da Reitoria foI QUEBRADO, e que seu conteúdo está a ser usado politicamente pelos defensores do Reitor.

A quem eu denuncio o senhor? À Comissão de Ética da UnB?

Fonte: O Miraculoso

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