sexta-feira, 8 de abril de 2011

A UnB e o discurso de ódio

Essa semana, aconteceu na UnB Planaltina o lançamento da campanha "Agrotóxico Mata: Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida". De acordo com reportagem da Secom, a campanha foi lançada pela UnB com a participação de especialistas e movimentos sociais.


Estão vendo essa foto logo acima? Se repararem bem, essa bandeira vermelha à mesa se parece bastante com a bandeira do MST. Mas não é: trata-se da bandeira do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), uma organização que tem estreitas afinidades ideológicas com o MST e que é ligada à Via Campesina. Apesar de ligeiramente desconhecido, esse movimento já esteve presente na mídia.

Em 8 de março de 2006, as instalações da empresa Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul, foram invadidas e depredadas. O resultado dessa invasão foi a destruição do laboratório da unidade, juntamente com mudas que seriam plantadas e pesquisas científicas de melhoramento genético, num prejuízo mensurável de R$ 2 milhões - isso sem contar os vinte anos de pesquisa científica cujos resultados viraram lixo. A invasão foi promovida pelo MST, a Via Campesina, o Movimento das Mulheres Campesinas (MMC) e o MPA.

Abaixo, segue um trecho de uma fala do coordenador do MPA, o filósofo e teólogo Derli Casali, em um evento na Escola Nacional Florestan Fernandes (SP) em 2005:

Quando nós fomos para a queima de uma plantação de eucalipto da empresa Aracruz Celulose, alguns camponeses que foram, ficaram meio assustados na hora. Alguns, quando iam queimar o pé de eucalipto, ficavam um pouco tristes, como que pensando: “mas queimar um pé de eucalipto, destruir um pé de eucalipto, destruir um patrimônio...” Mas é patrimônio de quem? É seu ou é do grande capital? É da empresa. E a empresa quem é? A empresa não é inimiga nossa, a empresa não está se colocando contra nós? “Sabe que você tem razão, o negócio é esse mesmo, é ela que está matando a gente, né?”

A segunda vez já ia com coragem, com um tesão danado pra cima daquilo. No fundo ele vai sentindo o quê? Ele está agredindo o capital e vai se sentindo sujeito e vai avançando o quê? A sua consciência. Está percebendo que o inimigo não faz parte dele, para ele avançar no controle territorial tem que ir tirando o inimigo. E, no Brasil, a consciência nacional, a consciência de pátria, a consciência de que o território nos pertence, de que o território é nosso, só vai crescer na medida em que a gente fizer o avanço por meio da destruição da entrada do inimigo em nosso território.

Percebam que o ódio desse discurso é da mesma natureza que o discurso utilizado pelos nazistas contra os judeus. A diferença é que, neste caso, o aspecto racial é substituído pelo aspecto de classe. É o mesmo ódio irracional. E isso traz um questionamento muito sério: é correto que a Universidade de Brasília apoie esse tipo de ideia?

3 comentários:

  1. hahahaha vocês são uma piada mesmo. Por isso que não tem nenhum comentário aqui. Realmente, muito convincente seu argumento... Daqui a pouco o povo do MST e do MPA vão construir câmara de gas pra matar rico.

    vocês é que são os verdadeiros disseminadores da ignorância, do preconceito e da indiferença. Vocês é quem estão disseminando o ódio, ou será que eu posso falar isso sem ser agredida? A UnB foi alagada, como vocês mesmos já escreveram aí no blog de vocês, porque choveu muito mais do que o esperado (além de, claro, haver os problemas da manutenção, do descaso, como vocês bem falaram). Essa mudança climática é provocada por empresas como a Aracruz.

    Me poupe. Que blog falido. Realmente, reina na UnB é o bom senso. heuaheuaheuaheuahea vocês são exceções. Graças a deus.

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  2. É um blog tão falido que você se deu o trabalho de vir aqui comentar. ;) Ah, sim, e teve mais de mil acessos só no domingo. Imagina se ele fosse patrocinado pelo governo, hein?

    Adoro esse pessoal que fala, fala e não diz nada. Reclama do argumento mas não o rebate. A galera aprende isso com o Emir Sader, né?

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  3. Sensacional o blog de vocês. É animador ver cabeças pensantes críticas se manifestarem na UNB. Faço somente um reparo: Olavo de Carvalho junto a grandes pensadores da humanidade é um escárnio. Vocês já leram os livros dele? É somente boçalidade, megalomania e agressividade. Os inimigos dos nossos inimigos não são necessariamente nossos amigos ou aliados convenientes. No meio filosófico brasileiro ele não tem nenhuma importância, e não por motivos ideológicos, mas por incompetência intelectual.

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