sexta-feira, 1 de abril de 2011

A UnB e o coletivismo da moda

Nessa semana, a Universidade de Brasília está sediando dois eventos intrigantes: o seminário "Racismo, Igualdade e Políticas Públicas" e o II Encontro Nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras - ENAMB (cujo mote é "Transformando o Mundo pelo Feminismo"). Ambos os eventos não estão sendo apenas realizados dentro do espaço físico da universidade, mas contam com entusiástico apoio e promoção por parte da Reitoria e do DCE.

O seminário "Racismo, Igualdade e Políticas Públicas", promovido em conjunto pela UnB e pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), ocorreu nos dias 30 e 31 de março, quarta e quinta. Curioso apontar que, nesse evento, a polêmica sobre Monteiro Lobato voltou à baila. Lembram daquele mestrando meio delirante que entrou com uma representação junto ao CNE para censurar o livro "Caçadas de Pedrinho" por considerá-lo racista? Pois bem: de acordo com palestrantes do seminário, isso não é delírio. Decerto que Monteiro Lobato é um representante inequívoco da direita reacionária dos "brancos de olhos azuis" (como bem lembrou o Grande Molusco) - assim como Ariano Suassuna, que retratou diversos estereótipos da gente do Nordeste, alimenta um enorme preconceito contra os nordestinos.

Agora, o mais divertido mesmo é ver sobre o ENAMB. Na página do encontro da Articulação de Mulheres Brasileiras, que promove o evento junto com a UnB, é possível ver algumas coisas que são, no mínimo, estranhas. Vejam abaixo:

O ENAMB é uma encontro aberto a todas as mulheres feministas, simpatizantes, colaboradoras, parceiras e aliadas da AMB, além de todas as militantes das organizações que estão nos fóruns, redes, núcleos e articulações estaduais que constituem a AMB e que se identifiquem com os seguintes princípios do ENAMB:
- Respeito à autonomia individual de todas as mulheres e respeito à autonomia e autodeterminação de seus movimentos.
- Defesa da liberdade de expressão e do direito à participação política para todas as mulheres, em igualdade de oportunidades.
- Respeito à diversidade dos saberes das mulheres e defesa do direito à diversidade de expressões políticas decorrentes das diferenças culturais, regionais e étnicas.
- Compromisso e solidariedade com todas as mulheres que lutam por melhores condições para suas vidas, incluindo o direito à propriedade (terra, meios de produção e moradia), direito à autonomia econômica, direito a uma vida sem violência, com liberdade de orientação sexual, direito ao aborto legal e seguro, a uma vida sem racismo, sem homofobia ou qualquer outra forma de discriminação, e direito a um ambiente seguro e saudável.
- Compromisso com a luta contra o sistema capitalista e a política neoliberal, injusta, predatória e insustentável do ponto de vista econômico, social, ambiental e ético.

Vamos com calma. Acho que não merece comentário o fato de se solidarizar com mulheres que queiram uma vida sem violência e que, simultaneamente, exigem o direito de cometer violência contra uma criança em gestação; o absurdo disso é claro. Agora, apesar de explícito, merece destaque uma pequena incongruência: como se pode defender o direito à propriedade para as mulheres e, ao mesmo tempo, lutar contra o sistema capitalista? Será que as distintas senhoras feministas estão passando por algum distúrbio hormonal, como menopausa ou TPM, ou será que a defesa de bandeiras mutuamente excludentes faz parte da própria essência do movimento feminista?

Existe remédio para esse desfile de bizarrices coletivistas? Sim. E está nestas sábias palavras de uma das maiores mentes do século XX: “A menor minoria na Terra é o indivíduo. Aqueles que negam os direitos individuais não podem se dizer defensores das minorias.” (Ayn Rand)

Um comentário:

  1. Caros,
    Divulgo aqui panfleto para manifestação pelas liberdades individuais:
    http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAJ2okL7Wk0b-G8kixx64fReuZLw9mA71ielNxDo-7PjrWhIDe5ZX9nbRjrI4v5dSaVfiPYtoLkGlJCApUNqUKxkAm1T1UMWguSUkGYHL4E4qJCXRDDYnj3UC.jpg
    Att,
    Pedro.

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