terça-feira, 26 de abril de 2011

A estupenda chegada da UnB ao Gama

Ontem, dia 25 de abril, ocorreram as primeiras aulas no campus da UnB no Gama. O fato foi registrado pela Secretaria de Comunicação (Secom) da UnB como um marco histórico na vida da Universidade de Brasília. E com razão.
 
Na verdade, achamos até que a reportagem da Secom foi muito, muito, muito humilde. O início das aulas no campus do Gama é um marco indelével na história do Gama, de Brasília, do Distrito Federal, do Brasil, da América Latina, do mundo, quiçá desse pedacinho meio esquecido da Via Láctea que nosso planetinha azul ocupa. Alguns alunos chegaram a pular de alegria, conforme foi noticiado. Não houve queima de fogos de artifício nem apresentação de Maria Bethânia para não se ofuscar a recente comemoração do aniversário de Brasília - o que teria acontecido com larga facilidade, sem sombra de dúvida.
 
O Grande Timoneiro da nossa mui estimada universidade, o Magnífico Reitor José Geraldo, definiu muito bem o que representou a inauguração apoteótica do campus do Gama: "Isso traduz uma universidade que se preocupa com as necessidades da cidade e também do País". Não importa que as instalações elétricas e hidráulicas estejam incompletas, não haja restaurante universitário, muito menos que as obras do campus estejam longe de sua finalização - que, aliás, vem sido prometida reiteradamente há vários meses. Para que prestar atenção a esses pequeninos detalhes sem importância, ínfimos, efêmeros, triviais? Só interessa aos reacionários fascistas dar ênfase a essas "coisinhas miúdas", como cantaria a já mencionada Bethânia.
 
Aliás, certa está dona Lídia, que foi vender seus quitutes no estacionamento do campus. Viram como a falta de um restaurante universitário ajuda a fomentar a pequena indústria alimentícia local? Até mesmo nesse ponto a chegada definitiva da UnB ao Gama foi providencial! Essa história de planejamento, controle de contas, execução de obras dentro do cronograma, tudo isso forma o ferramental do antagonismo de classes que enfraquece nossa universidade! O que nós precisamos mesmo é de "um misto de jeitinho e empreendedorismo", como muito bem colocou a reportagem da Secom.
 
Viva o Grande Timoneiro José Geraldo! Viva o fenomenal campus da UnB no Gama!

2 comentários:

  1. Senhores,

    Temos um incompetente como reitor, monoglota,com doutorado concedido, milagrosamente, dois meses antes das eleições para reitor. Esse senhor não teria condições de ser professor em uma universidade de respeito, no entanto, aqui na UnB, ele é o reitor ....

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  2. Mr conservador:

    Excelente post, como sempre!

    Marcelo Hermes

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