sexta-feira, 18 de junho de 2010

Por que Juventude Conservadora?

Um blog parceiro da Juventude Conservadora da UnB, o Ciência Brasil (do Prof. Marcelo Hermes-Lima), divulgou o nosso manifesto. Dentre a enxurrada de comentários sem conteúdo nem inteligência, um deles chamou a atenção justamente por ser sensato. Reproduzimos abaixo somente o que interessa do comentário:

"Este movimento que se insurge contra o atual status quo na UnB escolheu uma denominação errada, já que a palavra 'conservador' esta associada à manutenção de hábitos e procedimentos, e representa no imaginário popular algo contra mudanças e melhorias, o que acirra preconceitos."

Na verdade, a escolha para o nome do grupo não foi equivocada. Como realmente procede, o termo Conservadorismo pode ser definido, segundo o Prof. Dr. Renato Cancian, "como a defesa da manutenção da ordem social ou ordem política existente, em contraposição às forças que buscam a inovação." Entretanto, Cancian faz uma observação bastante pertinente quanto à natureza do Conservadorismo:

"Isso não significa, contudo, que os conservadores se opõem a toda ou qualquer mudança social. Para os conservadores, mudanças sociais são aceitas desde que ocorram gradualmente e sejam reflexos ou consequências da dinâmica social, e não por meios revolucionários."

A desconfiguração da Universidade de Brasília enquanto pólo de desenvolvimento acadêmico - que se dá através das áreas de ensino, pesquisa e extensão -, e sua transformação em uma terra sem lei onde reina a balbúrdia e a baderna, é uma metamorfose que vai contra não somente os interesses da comunidade acadêmica, mas também contra a própria missão da universidade.

Somos conservadores no sentido de combater essa transformação perniciosa, de lutar para que a Universidade de Brasília torne-se referência em produção de conhecimento, e não em produção de cenas vexatórias e comportamentos execráveis. E boa parte disso que se desenrola não é oriunda das instâncias administrativas, ou da dinâmica burocrática da universidade, mas de sua própria comunidade acadêmica.

P.S.: Tem gente comentando que esse blog é criação do Prof. Marcelo, que não existem alunos conservadores na UnB, que tudo isso aqui é uma grande "piada babaca". Isso só mostra o nível de gente que anda transformando nossa UnB num centro de imbecilidade sem limites nem senso do ridículo.

4 comentários:

  1. As ideias de vocês são ótimas, mas o nome do movimento, apesar do significado explicado por vocês, não passa a mensagem certa logo de cara. Isso é importante para o sucesso de um movimento qualquer, ou seja, não se pode afastar as pessoas com um título que leva à interpretações erradas.
    Falta também por um rosto nesse movimento, já que até o momento ele parece realmente um movimento fantasma.
    Por fim, espero que não descambem pra um conservadorismo religioso, que realmente seria o fim.
    Sucesso à empreitada de vocês.

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  2. Se esse movimento se diz comprometido com a honestidade, a retidão, está na hora de parar com os contorcionismos semânticos. O grupo é, sim, conservador no sentido mais conhecido do termo. É uma associação de ideologia bem definida e de evidente oposição a grupos também de ideologia bem definida. Só os mais ingênuos não percebem logo a pretensão de a Juventude Conservadora ser, na UnB, algo equivalente aos Young Republicans das universidades americanas...

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  3. Sérgio,

    De modo algum. Nosso movimento não tem ligação com qualquer partido político, nem pretendemos ter. Além do mais, o conservadorismo político pressupõe também fortes ligações com o conservadorismo religioso (notadamente o cristão), o que não acontece conosco. A ideia de contorcionismos semânticos, que você apresentou, deriva unicamente do sentido profundamente pejorativo que o termo "conservador" adquiriu ao longo dos anos.

    Não temos qualquer motivo para subverter as palavras em prol do convencimento alheio. Não precisamos convencer ninguém de que nossas ideias são corretas, que o que pleiteamos é justo. Sabemos que são. Se assim não fosse, nossa indignação não teria encontrado eco em muitos outros membros da comunidade acadêmica da UnB.

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  4. Olá
    O leitor Sergio está confundindo o conservadorismo americano, que tem bases religiosas, com o conservadorismo POLITICO no Brasil. Há, logicamente conservadores ultra-religiosos, assim como há esquerdistas que o sáo tb (vide a senadora Marina).

    Mas voce este movimento como algo em torno do resgate de uma UnB sem a palhaçada que vemos nos ultimos 12 meses (desde meados de 2009), quando alunos fazem o que querem, dominando a falta de respeito para com a instituiçao.

    Eu acho que neste movimento há espaço para pessoas de esquerda, que acreditam no "estado social" ou "estado pai".

    Direita nao é sinônimo de conservadorismo. Da mesma forma que liberal nao é sinônimo de libertinagem. Eu, por exemplo, sou um direitista liberal. Parece confuso? e é, nao se engane.

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