quarta-feira, 23 de junho de 2010

Consumo e tráfico de drogas na UnB - mito ou verdade?

Já falamos aqui sobre as farras descabidas que têm acontecido na UnB e sobre como atrapalham a vida acadêmica. Falamos sobre a a venda e o consumo de álcool, e como as festinhas que têm sido promovidas por diversos CAs transformam alguns espaços da universidade em botecos. Hoje, vamos falar de uma coisa um pouco mais séria e grave do que o consumo de álcool na UnB: o consumo e o tráfico de drogas (ilícitas, que fique bem claro).

Há consumo de drogas na UnB? Sim. E não é pouco. Quantas vezes é possível sentir o cheiro da "maresia" nos corredores do ICC, seja de dia ou de noite? São tantas que se perde a conta. Alguns lugares no prédio já se tornaram famosos por conta do consumo dessa droga - como, por exemplo, os CAs de Antropologia e de História, sendo que neste último diz-se que houve um princípio de incêndio por conta de um cigarro de maconha (e aqui me refiro ao espaço físico, não aos centros acadêmicos em si).

Boa parte da maconha consumida na UnB é vendida dentro da própria instituição. Não é nada difícil conseguir um "baseado": com alguma conversa, em pouco tempo é possível chegar a um traficante e comprar um cigarro de maconha. Isso cria uma situação gravíssima: além de termos estudantes universitários que consomem a droga dentro da UnB, há aqueles que, além de consumir, traficam a droga. E maconha não é o máximo que se pode encontrar na universidade. Há boatos, ainda não confirmados, de consumo e tráfico de cocaína e crack dentro da UnB.

Alguns entusiastas do uso da cannabis, especialmente aqueles que apóiam de maneira ferrenha e resoluta a Marcha da Maconha, frequentemente citam um estudo recente da antropóloga Carolina Christoph Grillo sobre o tráfico de drogas entre os jovens de classe média do Rio de Janeiro. Assim diz reportagem publicada no site Último Segundo sobre a reportagem:

"O tráfico de drogas entre jovens de classe média no Rio é amador, desorganizado, baseado em relações de amizade e feito por consumidores que se tornam traficantes. Entre inúmeras diferenças para as quadrilhas das favelas, os vendedores de drogas do 'asfalto' são empreendedores individuais que se associam pontualmente, e condenam o uso da violência em seus negócios."

Para os defensores do argumento de que o tráfico amador de drogas é inofensivo, apesar de ilegal, gostaríamos de apontar dois pontos relevantes:

1 - Há centenas de estudos científicos que apontam que a maconha é porta de entrada para outras drogas, como cocaína, heroína, crack e merla.
2 - Ainda que o tráfico amador, tal qual mostrado na pesquisa da antropóloga Carolina Grillo, não seja violento, ele é uma ponte entre usuários e traficantes maiores. Em última instância, o dinheiro utilizado para pagar os traficantes amadores abastece as organizações narcocriminosas, fornecendo-lhes os recursos para drogas, armamento e corrupção. Um raciocínio frequentemente tachado como simplificação estúpida é apenas a expressão da mais pura verdade: quem usa drogas financia a violência.

Para boa parte da comunidade estudantil da UnB não é preciso dizer que há consumo e tráfico de drogas dentro da universidade. Não faltam histórias que relatem essa realidade revoltante. Infelizmente, os atores oficiais dentro do contexto administrativo da universidade não têm tomado nenhum tipo de medida contra esse fato. Diante dessa leniência, não podemos ficar de braços cruzados: precisamos, e com urgência, lutar para mudar essa situação.

Se você sabe mais sobre o tráfico de drogas dentro da UnB, denuncie à polícia. Caso saiba de alguma história e queira compartilhá-la conosco, deixe um comentário ou envie-nos um e-mail: unbconservadora@gmail.com.

Próximo post: laicidade e liberdade religiosa na UnB.

3 comentários:

  1. Centenas de estudos científicos???????? Isso é uma grande falácia. Por que vocês não postam um desses aqui?

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  2. Daniel,

    Para averiguar um dos aspectos dessa "falácia", recomendamos o estudo "Evaluation of the DNA Damaging Potential of Cannabis Cigarette Smoke by the Determination of Acetaldehyde Derived N2-Ethyl-2′-deoxyguanosine Adducts", de autoria de Rajinder Singh, Jatinderpal Sandhu, Balvinder Kaur, Tina Juren, William P. Steward, Dan Segerback e Peter B. Farmer e publicado em 2009 na Chemical Research in Toxicology. Uma das descobertas do estudo foi a de que a fumaça do cigarro de maconha contém 50% mais substâncias cancerígenas do que o cigarro comum.

    Boa leitura.

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  3. Ridiculo. Vao pro culto vao.

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